Voa a Toa
Enclausurada num movimento contido seu do outro, Numa impressão de liberdade para seguir deliberadamente Sem ouvir seu alarde nem estrondo Por sequer respirar o ar pelos próprios pulmões Que faz enfraquecer dilaceradamente Tantas pulsações de corações. Gritos mudos em intensidade De dançarinos Presos no ritmo e tempo pré-definidos Despidos de espontaneidade. Não que seja algo impossível Esse cardume ser tão uniforme Ou até considerar tempos e ritmos de outrem. Acredito que há momento para isso. Mas a ponto de se perder em possibilidade disso Não é deixar-se poder se movimentar livremente Como se render-se ao seu próprio querer, fazer e o pensar fosse algo contrário à sanidade E que não se devesse assim se conceber uma dançarina com tamanha liberdade (voz de desaprovação) O que fará consigo em profunda liberdade? Em momentos como essa dará conta de encontrar a mobilidade Que lhe fizer sentido Num âmago de possibilida...