O Senhor do Monte
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| Pintura de Thomas Kinkade (Estados Unidos, Califórnia) |
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| Pintura de Thomas Kinkade (Estados Unidos, California) |
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| Pintura de Thomas Kinkade (Estados Unidos, Califórnia) |
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| Pintura de Thomas Kinkade (Estados Unidos, Califórnia) |
O senhor do monte
Olha para o horizonteE contempla, na sua solidão,
A cidade com angústia no coração.
O senhor distante e isolado
Sem ninguém ao seu lado
Se sente imprestável por ser idoso
E com saudade de ser um jovem moço.
O senhor, perto da montanha,
Espera sua vida acabar longe da atmosfera urbana.
Ninguém vai o visitar
Nem, ao menos, telefonar...
A sua casa está na margem
Da floresta que está no período de estiagem.
Por tanto tempo, as terras se veem ignoradas
Das chuvas, tempestades e trovoadas.
A floresta na seca
Está como esse senhor com uma venda
Porque se cegou para a vitalidade
E para qualquer outra possibilidade.
O senhor mira o Sol no horizonte
A floresta na seca
Está como esse senhor com uma venda
Porque se cegou para a vitalidade
E para qualquer outra possibilidade.
O senhor mira o Sol no horizonte
se assemelhando ao monte.
O Sol aquece a água do lago que às nuvens sobe sob vapor d`água
e quando a temperatura cai, a chuva tudo encharca....
O sol ou o frio é o que faz secar.
O sol e o frio é o que faz chuviscar.
Em meio ao meu devaneio, eu me pergunto: o que poderia
ser o sol em mim que animaria e movimentaria o meu dia-a-dia?
O meu sol interno está querendo
Se libertar do meu preconceito
A mim mesmo
Condicionado pelo social tempo.
O idoso não é fadado
Ao descanso e isolamento.
O idoso não é castigado
A estar num período de sofrimento.
Por escolha, posso aqui morar
porque sempre foi meu sonhar...
Mas não preciso me prender
Naquilo que esperam de mim ver.
Sou livre. Meu limite
ninguém define.
Eu que preciso me conhecer
e ver até onde posso ir ou aprender.
O senhor do monte se despertou,
Não se isolou mais e à cidade, num fim de semana, ele viajou
Ao se libertar das crenças sem fundamento
Mesmo convivendo com aqueles cheios de preconceito.
Assim, o xingamento não chega a ser ofensa
Porque o senhor do tempo tirou a venda
Ao se conscientizar da sua real potencialidade
Negando as interferências tóxicas em sua verdade.
O meu sol interno está querendo
Se libertar do meu preconceito
A mim mesmo
Condicionado pelo social tempo.
O idoso não é fadado
Ao descanso e isolamento.
O idoso não é castigado
A estar num período de sofrimento.
Por escolha, posso aqui morar
porque sempre foi meu sonhar...
Mas não preciso me prender
Naquilo que esperam de mim ver.
Sou livre. Meu limite
ninguém define.
Eu que preciso me conhecer
e ver até onde posso ir ou aprender.
O senhor do monte se despertou,
Não se isolou mais e à cidade, num fim de semana, ele viajou
Ao se libertar das crenças sem fundamento
Mesmo convivendo com aqueles cheios de preconceito.
Assim, o xingamento não chega a ser ofensa
Porque o senhor do tempo tirou a venda
Ao se conscientizar da sua real potencialidade
Negando as interferências tóxicas em sua verdade.
Comentário: Poesia inspirada numa rua que passei da capital de São Paulo chamada "O Senhor do Monte". Li o nome, ri, achei poético e resolvi fazer uma poesia sobre ela. Eu fiz pensando no idoso, a partir da visão socio-histórica da psicologia. Lembrei da pintura de uma casa do Thomas Kinkade que estava no meu computador. Continuei a poesia pensando nessa pintura. E aí, gostei de mais pinturas dele quando pesquisei no google. Não sei qual eu gostei mais. Por isso, coloquei as três.
Link das pinturas: https://www.google.com/search?q=thomas+kinkade+glory+of+evening+blog&tbm=isch&ved=2ahUKEwiY0buIhb7mAhXxLLkGHS1ZBOsQ2-cCegQIABAA&oq=thomas+kinkade+glory+of+evening+blog&gs_l=img.3...50168.52145..52357...1.0..1.524.1122.2j1j0j1j0j1......0....1..gws-wiz-img.SHb1dDdX7yk&ei=-n_5XZjsKfHZ5OUPrbKR2A4&bih=561&biw=1278#imgrc=1Hl3NoKlw2vjgM



