Políticos de Granizo– dueto Beatriz Nahas e Miguel Jacó


A revolta do povo
deixa as nuvens carregadas
pelo governo o abandono
das pessoas encharcadas. 

Os trovões furiosos
E os raios desastrosos
São os reflexos de um povo descontente
Por anos sugada a energia sobrevivente.

Alguns políticos se tornam ilusionistas
trazendo com a chuva a neblina.
E assim, o povo fica cinza
como o céu, ranzinza.

Do nada ele vomita uma sandice tempestuosa
Como se fosse um barril de pólvora
independentemente do estrago pronto a ser jogado
E o povo que o elegeu se sente desapontado.

Sentindo raios, trovões e ventos, sem norte
o povo vive segundos de gris sem suporte
como se uma chuva de gelo e uma enchente
encharcassem as ruas da nossa vida intensamente.

É tanta a revolta que em forma de granizo,
O povo sofre, chora e se manifesta num grito,
Como nesse poema em que se ouve o barulho da chuva
tão forte, tão brutal e tão catártico como nunca...

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