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20 julho, 2026

Portal entre nós


 

Um Portal entre nós 👩‍❤️‍👨

Quando lembro do meu amor

E aperta em meu peito a saudade,

Na parede do meu quarto

No vão entre meu pc e um quadro

Passo a apontar a minha mão

E se abre um portal violeta ao seu coração

Que me faz chegar aí ao seu lado

Num instante imediato no seu quarto.


Eu me encaixo perfeitamente

Em seus braços amorosamente

E então sinto o calor que me aquece

E então sinto o amor que me enriquece

A partir do buraco de minhoca

Vou até você te dar uma beijoca

E dizer que te amo muito

E que é um amor bem profundo.


Não por uma dependência afetiva.

Essa saudade vem pela alegria reativa

De nossos carinhos, conversas e abraços,

Do nosso amor, calor e interesse mútuo de darmos passos

Juntos nessa vida sem uma inocência infundada,

Nem um ciúme ou possessão descontrolada.


Há espaço para todo o tipo de amor.

Há espaço para o respeito e liberdade.

Há espaço para a companhia e a solitude na realidade.

Há espaço para momentos de dor e de calor.

Há espaço porque não precisamos controlar

Por conta dessa vontade de juntos querermos estar.


A integridade de sermos nós mesmos

Nos faz respeitar a integridade um do outro pra sermos,

E a partir de então, o amor tende a fortalecer

E a nós cada vez mais tendemos a crescer.

Há espaço porque confiamos e dialogamos.

Há espaço porque não prendemos para confiar.

Há espaço para a autenticidade e espontaneidade do amar.


E assim, a confiança vem tal

E por isso poderia dizer

Que passei por esse portal

Porque genuinamente eu queria te ver ,

Porque eu adoro estar com você,

Porque senti saudades com porquê

E vontade de te tocar,

Sem que precise ser censurado

Para esse desejo ser controlado

Por alguém com o coração amargurado.


Eu sei que vem de mim

Por necessitar de um amor assim.

Eu me aceito sem receio atrevida

E aceito você em minha vida.

Te vejo com profundidade

Olho no olho

E num sopro

Nos enamoramos em amorosidade

Ao viver em suprema pulsão e dimensão

Tamanho amor e paixão.


E assim, depois nos acariciamos

Na cama eu deitada em seu ombro

Enquanto nos acariciamos

Como um consolo

Em que ficamos assim por um tempo

Até que chega o momento

De nos despedir por ser quarta-feira,

Mas ainda bem que sem eira nem beira

Daqui a pouco é sexta-feira.


Então, eu volto ao meu quarto

Pelo portal entre meu pc e o quadro

E trocamos um último beijo estalado

E um olhar profundo e marcado

Até percebermos que esse portal

Não precisa ser encerrado já que ele é especial

Tanto no quarto quanto em nós

Que não se apaga

Já que em nós ele fez uma marca.


Há qualquer momento, podemos querer,

Podemos voltar a nos ver

Como sendo nossa esperança

Além do celular e computador em aliança

E além de passeios físicos esporádicos,

Podemos passar pelo portal por esses momentos mágicos.


Passa a ser surrealmente fantástico.

Me faz pensar que o universo não é estático,

Pois se mobiliza como nosso aliado

Pelo nosso amor que abre o Espaço dando espaços

Em mim, em ti e em qualquer mundo

Para um toque integrado fecundo

Transcendendo sem contar os segundos

A partir desse portal sob a troca de olhares profundos.



Acho que é um poema de ficção científica, saudade e amor assim como Zumbis Coldlys que eu fiz.

Beatriz Nahas

21 junho, 2019

Zumbis Coldly`s



O gelo transforma
o coração aquecido que molda
e fortalece os frios desumanos
Em detrimento dos humanos.

A cidade entra em desespero,
Num só caos e medo
Quando o vírus se alastra pela cidade
Fazendo pessoas cometerem atrocidades.

O branco zumbi
Coldly
suga
a capacidade de empática escuta.

A orelha é o lugar do primeiro ataque
Em que o Coldly com sua língua a assola
E a substitui por uma rede de fios que cabe
No novo órgão de audição que torna a pessoa morta.

Morta para convívio social
Porque se torna extremamente irracional.
Morta para ter algum sentimento
Pelo frio que congelou seu coração de puro gelo.

O coração é o segundo lugar
Que o Coldly ataca, pois ele não pode mais amar.
O peito é atingido por uma chuva de gelo
Que sai da boca do Coldly em sofrimento.

Os Coldly`s aumentam seu exército
Porque querem mais e mais servos
Que são controlados por um sistema operacional
Para fazerem o que o desamor ordena de essencial.

O terceiro lugar de ataque é o cérebro
Que é incapaz de por alguém ter algum esmero
Já que o cérebro se torna uma máquina
Em que a um sistema tecnológico é uma empregada.

Eles atacam cidades inteiras
Procurando fáceis presas
Como numa empresa em que eu trabalho
Com tantas pessoas mudando em nome desse fato.

Justificam grosserias e falta de respeito
De funcionários e autoridades
Com um sistema que preza o dinheiro
E por isso, são intimadas à perderem sua sensibilidade.

Essas pessoas se transformam em Coldly`s
Que não sabem mais sorrir nem o outro ouvir
E são alienadas e fascinadas tornando uma religião
O sistema que sua individualidade faz uma opressão.

´E necessário saber dizer “não”
e possibilitar a emoção ao coração
e a mente que pode ver a realidade criticamente
para escutar os outros empaticamente.

Os Coldly`s atacam a empresa.
Os sobreviventes se trancam na cozinha da mesma.
Não sabem o que fazer para se defender
Já que nem a polícia consegue os enfraquecer.

Até que uma funcionária teve uma boa ideia ao observar
como atacam os funcionários que não conseguiram escapar
Se rendendo a manipulação em massa
Dos Coldly's que não querem perder essa batalha!

Porém, uma funcionária olhou para o fogão e as laranjas:
E pensou: Por quê não deixá-las em chamas?!
O fogo é a arma do nosso exército,
Pois ele aquece o coração com o amor e esmero!

Pegamos todas as laranjas da cozinha
E cada um tinha uma tocha sendo a saída!
Nosso ataque foi direto ao coração
Para que eles despertem da escuridão!

Há formas de ao sistema nos adaptar
Sem precisar em Coldly`s nos transformar  
Porque o respeito deve ser a nossa defesa
Para que não sejamos a eles fáceis presas. 

O fogo ao gelo foi a cura
para ganharmos a luta
e evitarmos o extermínio
com o poder de um empático sorriso...


Comentário: Eu sonhei exatamente o que descrevi no poema. Resolvi escrever porque achei muito simbólico. O nome "Coldly" foi inventado por mim. Significa em inglês "Friamente" exatamente porque a mente se torna fria sem emoção e sem capacidade de empatia. Teve inspiração de algum filme talvez sobre zumbis que tenha visto, apesar de que faz muito tempo que não assisto um. 

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