26 outubro, 2026

Virada Histórica


 Ontem, eu estava apreensiva,

com o resultado da eleição,

com o risco de uma opressiva

e destrutiva ditadura na nação. 


Me emocionei com a mobilização 

de muitas pessoas na web pela circulação

sem mentiras tiranas da informação

dado que virou uma enorme preocupação. 


Voos do Sudeste para o nordeste cancelados

e ônibus bem nas regiões mais petistas parados

só faz reforçar que a ditadura começaria com desrespeito, 

mas o lula pedindo para prolongar o tempo das urnas deu um jeito. 


Mesmo com as dificuldades propositais tiranas 

da falta de alguns transportes com justificativas insanas,

a democracia venceu pelo bem do Brasil

que pode respirar com grande alívio que se sentiu.


Com o respeito aos cidadãos do Brasil 

Lula age fazendo a diferença que repercutiu

com milhões de pessoas manifestando na famosa Avenida Paulista

e na internet pedindo para ampliar ou mudar a perspectiva. 


Afinal, no primeiro turno, Lula perdeu

e por isso, tanto se temeu e moveu

tanta gente para se pronunciar

a não deixar a ditadura voltar. 


Quando começou o dia, estava apreensiva 

do pior acontecer nesse dia, 

mas você no WhatsApp me chamou

dizendo que de mim lembrou.


Somos espíritos afins, ao que nos parece,

porque sentimos quando não estamos bem. 

E você pressentiu e escutou a minha prece.

mas você estava confiante e contente.


E por isso, apenas disse:

"Eu acredito que Lula será hoje reeleito".

E assim, se fez real como esse feito

porque o país respira com alívio pelo enorme respeito

que Lula sempre demonstrou a todos com o seu jeito. 


Meu namorado também me acolheu

e apoio e companhia me deu;

até debatemos sobre tudo que estava em jogo

se tiranos ganhassem ontem esse poder sob o povo.


Meu namorado e eu saímos para espairecer,

pudemos tentar um pouco relaxar para eu poder

me sentir mais segura e assim publicar

em outras redes sociais no meu tempo a me pronunciar.


Também foi essencial nesse momento

que depois nos ligamos e conversamos mais um tempo

quando Lula deu seu discurso com a equipe emocionados

e nós também comovidos também ficamos maravilhados. 


Minha família, infelizmente, estava dividida, 

mas mais torcendo para o Lula por sobrevida

para escapar da repressão do Bolsonarismo

pela união da esquerda e direita para acabarmos com isso.


A apuração na live na Twitch da amada Bel Rodrigues, eu acompanhava

que também emocionada, preocupada e transtornada estava

tendo trabalhado incansavelmente nas redes sociais sem transparecer muito seu ódio

pensando em como postar pela séria informação para ver se reverte voto.


Nós vibramos juntos, passamos mal juntos quando Lula caiu

e celebramos juntos novamente quando de repente subiu, 

mas ao ver que ele realmente estava longe do outro candidato, 

aí sim pudemos ficar aliviados e ao estar eleito, aí sim a euforia foi um ato!


Soltaram fogos para comemorar

porque a ditadura não irá voltar

e a democracia irá prosperar

com a economia brasileira a revigorar. 


Foi uma virada histórica

que ficará na memória 

seja como bem seja como mal do brasileiro

porque não se esquecerá desse momento certeiro.


Não há preço para termos a nossa liberdade.

Não há troca que compense essa possibilidade. 

Nada de torturas nem de matanças 

como se pudéssemos sorrir de alegria e esperanças!


Passou um pesadelo

emersos num grande medo

em que estávamos aprisionados, 

mas agora com o Lula, fomos libertados!


Foi isso que aconteceu comigo

no dia da eleição aqui na capital de São Paulo, meu amigo,

que resistiu com maioria mais PT, comparado ao restante do Estado,

mas e você como viveu esse momento aí no nosso Nordeste com mais PT abençoado?


Daqui a pouco, teremos uma poesia de resposta feita por Rômulo Reis, o poeta do Maranhão que voltará a colaborar comigo! Volte daqui uns dias que em breve estará aqui a resposta

15 outubro, 2026

Redemocratizar?

Gente, estou realmente preocupada com o futuro do Brasil. O primeiro turno ganhou o filho do Bolsonaro e depois ele fez um discurso que ia redemocratizar, que ia mexer na constituição e que ia tirar qualquer comunismo. Não é uma questão de ser comunista ou não. É que esse foi o discurso de quando fizeram um golpe no Brasil, segundo o vídeo da Débora Aladim que deixarei para vocês verem. É um vídeo que narra como aconteceu o golpe. Eles usaram na época essa mesma palavra "redemocratizar". 

Pesquisei no chat gpt os motivos do Bolsonaro ter sido preso. Ele listou vários. Um deles é a tentativa de organizar perseguições que poderiam ser fatais a candidatos oponentes ao governo. Bolsonaro sempre foi contra o congresso. Por isso, confesso estar com medo assim como muitos brasileiros por isso. É uma situação preocupante. Não conseguiria ficar sem falar nada por aqui. A professora de história que eu recomendei o vídeo falou várias torturas e mortes que aconteceram com respaldo da lei e que infelizmente ainda hoje os papeis da ditadura ainda estão em segredo até das pessoas que perderam seus entes queridos. 

Gente, é uma questão séria mesmo porque a história pode se repetir se a gente não olhar pro passado... Espero que as eleições futuras voltem a ser entre direita e esquerda de verdade. O medo do Bolsonaro ganhar não é saudável nem comum. Por isso, estou pedindo ajuda de vocês. 

Eu recomendo fortemente estudar antes de votar. Estou preocupada e conto com nossa conscientização para que possamos seguir com a democracia. Na ditadura, se o golpe realmente conseguir ser feito, não temos chance de eleger mais ninguém em muitos anos... Por isso, espero que a gente consiga nos restabelecer e passar por esse segundo turno ainda com Lula. 

Ah é claro que não apenas isso sou contra o Bolsonaro. Ele é muito preconceituoso com os gays. Vamos tomar cuidado. Além de toda a banalização da gravidade e demora na compra nas vacinas que me faz ficar ainda mais preocupada de deixar novamente o país nas mãos deles. Eu coloco "deles" porque o filho me parece semelhante ao pai.

Vamos lembrar que o Brasil saiu do mapa da fome graças a volta do Lula. Então, vamos pensar bem em todas as famílias e agir, Brasil!

Eu voto 13 e você?


Deixarei mais uns links para estudarmos

Qual caso do Flavio Bolsonaro você vai conhecer hoje?

Gire a Crimeta Russa e descubra!


Acesse 

crimetarussa.com


Sensacional!!! 🌟🌟🌟🌟

13 outubro, 2026

A Terapia que busco oferecer - Parte 3 Tudo por se ouvir...

" Quando consigo afetivamente compreender os sentimentos que exprimem, quando sou capaz de aceitá-los como pessoas separadas em todo seu direito, nessa altura vejo que tendem a orientar-se em determinadas direções. E quais são essas direções que os seus movimentos subentendem? As palavras que julgo descreverem com maior veracidade essa direção são: positiva, construtiva, tendente à autorrealização, progredindo para a maturidade e para a socialização. Acabei por me convencer de que quanto mais um indivíduo é compreendido e aceito, maior sua tendência para abandonar as falsas defesas que empregou para enfrentar a vida, maior sua tendência para se mover para a frente.
Não gostaria de ser mal compreendido. Não tenho uma visão ingenuamente otimista da natureza humana. Tenho perfeita consciência do fato de que, pela necessidade de se defender dos seus terrores íntimos, o indivíduo pode vir a se comportar e se comporta de uma maneira incrivelmente feroz, horrorosamente destrutiva, imatura, regressiva, antissocial, prejudicial! (...)
Não existe filosofia, crença ou princípios que eu possa encorajar ou persuadir os outros a terem ou a alcançarem. Não posso fazer mais do que tentar viver segundo a minha própria interpretação da presente significação da minha experiência, e tentar dar aos outros a permissão e a liberdade de desenvolverem a sua própria liberdade interior para que possam atingir uma interpretação significativa da sua própria experiência."


final do 1 capitulo Carl Rogers tornar-se pessoa
Eu tentei escrever isso diante do texto acima

Uma tentativa de encontrar conexão na própria experiência
me levou a isso.
Uma busca de encontrar semelhança entre vivências
foi o motivo disso.
Algo que descobri de mim pode ser algo que pode descobrir em você
porque estamos envolvidos em relações humanas.

Como as árvores estão em busca do sol a favorecer,
os seres humanos tendem a querer se desenvolver,
progredir, amadurecer,
para frente se mover...!

Podem se comportar de variada maneira:
feroz, confusa e etc,
mas tendem a querer aliviar a tensão, se acolher e progredir, amadurecer.
Esse não é um conhecimento que somente vem de quem acredita em Deus.
É um conhecimento e uma confiança a cerca de nós mesmos.

Na terapia, a pessoa busca ouvir o fluir da sua experiência,
o que sentiu, o que significou, o que pensou, o que comunicou e o que fez
e a partir da congruência entre esses saberes dela mesma, ela vai sendo mais íntegra,
mais convicta de como verdadeiramente é exímia.

A pessoa vai se arrastando para a frente,
enquanto escuta plenamente o seu sentimento,
e com graciosidade deixa livre seu pensamento,
e assim, percebe um alívio em si mesma natural e mais potente.

Tudo por se ouvir.
Tudo por poder vir
o que deixa fluir
o que é vagamente consciente
e tão insistente permanentemente.

Não é de uma filosofia ou princípios que eu estou convencendo vocês a alcançarem;
é uma filosofia e princípios que preenche a minha noção de como eu sou e me encorajem
a agir, a falar, a pensar e a sentir,
e me dão alivio pela liberdade interior de fluir.

Eu não convenço, se não acreditam nisso.
Eu dou a permissão e a liberdade para desenvolverem isso:
a liberdade interior para uma interpretação da própria experiência.
Eu só deixo a porta aberta e não forço a abri-la por inconveniência.

As portas estão abertas
para o sentir, o pensar, o falar
e o ser...
As janelas estão abertas
para a empatia, a autenticidade
e o respeito desse poder.

Porque na terapia,
não tem como esconder o jeito de ser do terapeuta...
porque na vida,
não tem como deixar de ver o jeito da pessoa em cada pauta.

E por isso, eu digo e volto a falar
que minhas portas estão abertas; não estão cerradas
a acolher o que de vivo está em você a revigorar
e não pretendo pela pressão externa fechá-las...


Psicóloga Beatriz Nahas
06/ 176499
Insta
@psi.beatriznahap


Livro original Tornar-se pessoa Carl Rogers 2 capítulo


 Capítulo 2 Tornar-se Pessoa Carl Rogers, psicólogo, publicado em 1961.

Algumas hipóteses com relação à facilitação do crescimento pessoal Os três capítulos que constituem a Segunda Parte abarcam um período de seis anos, de 1954 a 1960. Curiosamente, eles transpõem um grande segmento do país dado o local onde foram apresentados – Oberlin, Ohio; St. Louis, Missouri; e Pasadena, Califórnia. Também cobrem um período em que muita pesquisa vinha se acumulando, de maneira que as afirmações proferidas de forma experimental no primeiro trabalho são firmemente confirmadas ao tempo do terceiro trabalho. Na seguinte palestra apresentada em Oberlin College em 1954, tentava condensar no tempo mais breve possível os princípios fundamentais de psicoterapia que foram expostos de forma mais delongada em meus livros Counseling and Psycotherapy (1942) e Client Centered Therapy (1951). Interessa-me apresentar a relação de facilitação, e os resultados, sem referir-me à descrição do processo por meio do qual a mudança ocorre, ou mesmo a comentários sobre o mesmo. Estar frente a frente com uma pessoa perturbada e em conflito, que está procurando e esperando ajuda, sempre constituiu para mim um grande desafio. Será que eu disponho do conhecimento, dos recursos, da força psicológica, da habilidade – ou do que quer que seja necessário para ajudar este indivíduo? Por mais de vinte e cinco anos venho tentando responder a esse tipo de desafio. Isso fez com que recorresse a todos os elementos de minha formação profissional: os rigorosos métodos de medição de personalidade que aprendi pela primeira vez no Teacher’s College, Colúmbia; os insights e métodos psicanalíticos freudianos do Instituto para Orientação da Criança, onde trabalhei como interno; os desenvolvimentos contínuos na área de psicologia clínica, com a qual estou estreitamente associado; a exposição mais breve ao trabalho de Otto Rank, aos métodos de trabalho social psiquiátrico, e outros recursos demasiado numerosos para serem mencionados. Porém, mais do que tudo, isto significou um aprendizado contínuo a partir de minhas próprias experiências e daquela de meus colegas do Centro de Aconselhamento, à medida que tentamos descobrir por nós mesmos meios eficazes de trabalhar com pessoas perturbadas. Gradualmente, desenvolvi uma maneira de trabalhar que se origina dessa experiência, e que pode ser testada, refinada e remodelada por experiências e pesquisas adicionais. Uma hipótese geral Uma maneira breve de descrever a mudança que se efetuou em mim seria dizer que nos primeiros anos de minha carreira profissional eu me fazia a pergunta: Como posso tratar ou curar, ou mudar essa pessoa? Agora eu enunciaria a questão desta maneira: Como posso proporcionar uma relação que essa pessoa possa utilizar para seu próprio crescimento pessoal? Foi quando cheguei a colocar a questão desta segunda maneira que percebi que o que quer que tenha aprendido é aplicável a todos às minhas relações humanas, não só ao trabalho com clientes com problemas. É por esta razão que sinto ser possível que os aprendizados que tiveram significado para mim em minha experiência podem ter algum significado para você em sua experiência, já que todos nós estamos envolvidos em relações humanas. Talvez devesse começar por um aprendizado negativo. Fui me dando conta de maneira gradual de que não posso oferecer ajuda a esta pessoa perturbada por meio de qualquer procedimento intelectual ou de treinamento. Nenhuma abordagem que se baseie no conhecimento, no treinamento, na aceitação de algo que é ensinado, se mostra útil. Estas abordagens parecem tão tentadoras e diretas que, no passado, fiz uso de muitas delas. É possível explicar uma pessoa a si mesma, prescrever passos que devem conduzi-la para frente, treiná-la em conhecimentos sobre um modo de vida mais satisfatório. Porém tais métodos se mostram, em minha experiência, fúteis e inconseqüentes. O máximo que podem alcançar é alguma mudança temporária, que logo desaparece, deixando o indivíduo mais do que nunca convencido de sua inadequação. O fracasso de quaisquer destas abordagens através do intelecto me forçou a reconhecer que a mudança parece surgir por meio da experiência em uma relação. Dessa forma, estou tentando afirmar de forma muito breve e informal, algumas das hipóteses essenciais relativas a uma relação de ajuda que pareceu angariar confirmação crescente tanto a partir de experiência quanto de pesquisa. Posso enunciar a hipótese geral em uma sentença, como se segue. Se posso proporcionar um certo tipo de relação, a outra pessoa descobrirá dentro de si a capacidade de utilizar esta relação para crescer, e mudança e desenvolvimento pessoal ocorrerão. A relação Mas o que estes termos significam? Deixe-me tomar separadamente as três frases principais nesta sentença e indicar algo do significado que elas encerram para mim. Qual é esse certo tipo de relação que gostaria de proporcionar? Descobri que quanto mais conseguir ser genuíno na relação, mais útil esta será. Isso significa que devo estar consciente de meus próprios sentimentos, o mais que puder, ao invés de apresentar uma fachada externa de uma atitude, ao mesmo tempo em que mantenho uma outra atitude em um nível mais profundo ou inconsciente. Ser genuíno também envolve a disposição para ser e expressar, em minhas palavras e em meu comportamento, os vários sentimentos e atitudes que existem em mim. É somente dessa maneira que o relacionamento pode ter realidade, e realidade parece ser profundamente importante como uma primeira condição. É somente ao apresentar a realidade genuína que está em mim, que a outra pessoa pode procurar pela realidade em si com êxito. Descobri que isto é verdade mesmo quando as atitudes que sinto não são atitudes com as quais estou satisfeito, ou atitudes que parecem conducentes a uma boa relação. Parece extremamente importante ser real. Como uma segunda condição, acho que quanto mais aceitação e apreço sinto com relação a esse indivíduo, mais estarei criando uma relação que ele poderá utilizar. Por aceitação, quero dizer uma consideração afetuosa por ele enquanto uma pessoa de autovalia incondicional – de valor, independente de sua condição, de seu comportamento ou de seus sentimentos. Significa um respeito e apreço por ele como uma pessoa separada, um desejo de que ele possua seus próprios sentimentos à sua própria maneira. Significa uma aceitação de suas atitudes no momento ou consideração pelas mesmas, independente de quão negativas ou positivas elas sejam, ou de quanto elas possam contradizer outras atitudes que ele sustinha no passado. Essa aceitação de cada aspecto flutuante desta outra pessoa constitui para ela uma relação de afeição e segurança, e a segurança de ser querido e prezado como uma pessoa parece ser um elemento sumamente importante em uma relação de ajuda. Também acho que a relação é significativa na medida em que sinto um desejo contínuo de compreender – uma empatia sensível com cada um dos sentimentos e comunicações do cliente como estes lhe parecem no momento. Aceitação não significa muito até que esta envolva a compreensão. É somente à medida que compreendo os sentimentos e pensamentos que parecem tão terríveis para você, ou tão fracos, ou tão sentimentais, ou tão bizarros – é somente quando eu os vejo como você os vê, e os aceito como a você, que você se sente realmente livre para explorar todos os cantos recônditos e fendas assustadoras de sua experiência interior e freqüentemente enterrada. Essa liberdade constitui uma condição importante da relação. Aqui está implicada uma liberdade para explorar a si próprio tanto em níveis conscientes quanto inconscientes, o mais rápido que se puder embarcar nessa busca perigosa. Há também uma liberdade completa de qualquer tipo de avaliação moral ou diagnóstica, já que todas estas avaliações são, a meu ver, sempre ameaçadoras. Dessa forma, a relação que considerei útil é caracterizada por um tipo de transparência de minha parte, onde meus sentimentos reais se mostram evidentes; por uma aceitação desta outra pessoa como uma pessoa separada com valor por seu próprio mérito; e por uma compreensão empática profunda que me possibilita ver seu mundo particular através de seus olhos. Quando essas condições são alcançadas, torno-me uma companhia para o meu cliente, acompanhando-o nessa busca assustadora de si mesmo, onde ele agora se sente livre para ingressar. Nem sempre sou capaz de alcançar esse tipo de relacionamento com o outro, e algumas vezes, mesmo quando sinto tê-lo alcançado em mim mesmo, a outra pessoa pode estar demasiado assustada para perceber o que lhe está sendo oferecido. Mas eu diria que quando sustenho em mim o tipo de atitude que descrevi, e quando a outra pessoa pode até certo grau vivenciar estas atitudes, então eu acredito que a mudança e o desenvolvimento pessoal construtivo ocorrerão invariavelmente e eu incluo “invariavelmente” apenas após longa e cuidadosa consideração. A motivação para a mudança a palavra Aqui encerramos a parte que concerne a relação. A segunda frase em minha hipótese geral era que o indivíduo descobrirá dentro de si a capacidade de utilizar essa relação para crescer. Tentarei apontar algo do significado que esta frase encerra para mim. Gradualmente, minha experiência me fez concluir que o indivíduo traz dentro de si a capacidade e a tendência, latente se não evidente, para caminhar rumo à maturidade. Em um clima psicológico adequado, essa tendência é liberada, tornando-se real ao invés de potencial. Isto se mostra evidente na capacidade do indivíduo para compreender aqueles aspectos da vida e de si mesmo que lhe estão causando dor e insatisfação, uma compreensão que investiga, por detrás do conhecimento consciente de si mesmo, aquelas experiências que escondeu de si devido à sua natureza ameaçadora. Isso se revela na tendência para reorganizar sua personalidade e sua relação com a vida em maneiras que são tidas como mais maduras. Seja chamando a isto uma tendência ao crescimento, uma propensão rumo à auto realização ou uma tendência direcionada para frente, esta constitui a mola principal da vida, e é, em última análise, a tendência de que toda a psicoterapia depende. É a necessidade que se faz evidente em toda a vida orgânica e humana – de expandir, estender, tornar-se autônoma, desenvolver, amadurecer – a tendência de expressar e ativar todas as capacidades do organismo, ao ponto em que tal ativação aprimore o organismo ou a pessoa. Essa tendência pode se tornar profundamente oculta sob camadas de defesas psicológicas incrustadas que se sobrepõem; pode estar escondida atrás de fachadas elaboradas que negam sua existência; porém sustenho que ela existe em cada indivíduo, e aguarda somente pelas condições apropriadas para ser liberada e expressa. Os resultados Tentei descrever a relação que é básica para a mudança construtiva da personalidade. Procurei traduzir em palavras o tipo de capacidade que o indivíduo traz para esta relação. A terceira frase de minha afirmação geral era que a mudança e o desenvolvimento pessoal ocorreriam. Minha hipótese é que nessa relação o indivíduo se organizará tanto no nível consciente quanto naqueles mais profundos de sua personalidade de maneira a enfrentar sua vida de uma forma mais construtiva, mais inteligente, assim como mais socializada e satisfatória. Aqui posso deixar a especulação e incluir o corpo cada vez maior de dados consistentes de pesquisa que se vêm acumulando. Sabemos agora que os indivíduos que experienciam essa relação mesmo por um número relativamente limitado de horas apresentam profundas e significativas mudanças em personalidade, atitudes e comportamento, mudanças que não ocorrem em grupos de controle combinados. Nesse relacionamento, o indivíduo se torna mais integrado, mais efetivo. Exibe menos daquelas características que são normalmente intituladas neuróticas ou psicóticas, e mais daquelas características da pessoa sadia e em bom funcionamento. Ele muda a percepção que tem de si mesmo, tornando-se mais realista em suas visões do eu. Torna-se mais semelhante à pessoa que deseja ser. Ele se valoriza mais. Mostra-se mais autoconfiante e autodirigido. Apresenta uma melhor compreensão de si mesmo, tornando-se mais aberto à sua experiência, negando ou reprimindo menos a mesma. Torna-se mais aceitador em suas atitudes com relação aos outros, vendo-os como mais semelhantes a si mesmo. Em seu comportamento exibe mudanças similares. Mostra-se menos frustrado pelo estresse, recuperando-se do mesmo mais rapidamente. Torna se mais maduro em seu comportamento cotidiano, sendo isto observado pelos amigos. É menos defensivo, mais adaptativo, mais apto a enfrentar situações de forma criativa. Essas são algumas das mudanças que, como já sabemos agora, emergem em indivíduos que completaram uma série de entrevistas de aconselhamento nas quais a atmosfera psicológica se aproxima à relação que descrevi. Cada uma das afirmações feitas se baseia em evidências objetivas. É necessário muito mais pesquisa, mas não há mais qualquer dúvida quanto à eficácia dessa relação na produção da mudança de personalidade. Uma hipótese ampla das relações humanas Para mim, o interessante nesses achados de pesquisa não é simplesmente o fato de que conferem evidência quanto à eficácia de uma forma de psicoterapia, embora isto não deixe de forma alguma de ser relevante. O interesse provém do fato desses achados justificarem uma hipótese até mais abrangente com respeito a todas as relações humanas. Há todas as razões para se supor que a relação terapêutica constitui apenas um exemplo de relações humanas, e que a mesma legitimidade rege todas estas relações. Dessa forma, parece razoável levantar a hipótese de que se os pais criarem com seu filho um clima psicológico do tipo que descrevemos, então a criança se tornará mais autodirigida, socializada e madura. À medida que o professor criar essa relação com a classe, o estudante se tornará um aluno com mais auto iniciativa, mais original, mais autodisciplinado, menos ansioso e direcionado pelos outros. Se o administrador, ou líder militar ou industrial, criar esse clima dentro de sua organização, então sua equipe se tornará mais auto responsável, mais criativa, mais apta a adaptar-se a novos problemas, e basicamente mais colaboradora. Parece-me possível que estejamos testemunhando a emergência de uma nova área das relações humanas, na qual podemos especificar que dada a existência de certas condições de atitude, então a ocorrência de determinadas mudanças definíveis se dará. Conclusão Deixe-me concluir retornando a uma afirmação pessoal. Tenho procurado compartilhar com o leitor algo daquilo que aprendi ao tentar ajudar os indivíduos perturbados, infelizes e mal ajustados. Formulei uma hipótese que gradualmente começou a ganhar sentido para mim – não só em minhas relações com clientes perturbados, mas em todas as minhas relações humanas. Tenho apontado para o fato de que os dados de pesquisa de que dispomos apoiam minha hipótese, mas ainda muita investigação se faz necessária. Gostaria agora de condensar em uma afirmação as condições dessa hipótese geral, e os efeitos especificados. Se eu posso criar uma relação caracterizada da minha parte: por uma autenticidade e transparência, em que eu sou meus sentimentos reais; por uma aceitação afetuosa e apreço pela outra pessoa como um indivíduo separado; por uma capacidade sensível de ver seu mundo e a ele como ele os vê; Então o outro indivíduo na relação: experienciará e compreenderá aspectos de si mesmo que havia anteriormente reprimido; dar-se-á conta de que está se tornando mais integrado, mais apto a funcionar efetivamente; tornar-se-á mais semelhante à pessoa que gostaria de ser; será mais auto diretivo e autoconfiante; realizar-se-á mais enquanto pessoa, sendo mais único e auto expressivo; será mais compreensivo, mais aceitador com relação aos outros; estará mais apto a enfrentar os problemas da vida adequadamente e de forma mais tranquila. Acredito que essa afirmação seja válida, quer tratando-se de minha relação com um cliente, com um grupo de estudantes ou empresários, com minha família ou filhos. Parece-me que temos aqui uma hipótese geral que oferece possibilidades empolgantes para o desenvolvimento de pessoas criativas, adaptativas e autônomas.

05 outubro, 2026

Um País no Meio do Rio...

(Esse poema não termina feliz)

"Não é fácil permitir a si mesmo compreender outra pessoa, penetrar inteiramente, completa e empaticamente no seu quadro de referência.

Permite-lhes assumir seus próprios temores, os pensamentos estranhos, os sentimentos trágicos e os desânimos, tão bem como os seus momentos de coragem, de amor e de sensibilidade.

E tanto a experiência delas como a minha é que, quando alguém compreende perfeitamente esses sentimentos, torna-se possível aceitá-los em si mesmo. Descobre-se, a partir desse momento, que ocorrem modificações tanto nos sentimentos quanto na própria pessoa." CARL ROGERS - TORNAR-SE PESSOA

Meu olhar foca como um funil 

Para o que achar mais relevante de ti.

Meu olhar fita o que sentiu,

Pois se ver assim pode ser gritante pra si. 


Meu ser encontrou o seu gerando alívio

E não acrescentou mais vergonha, culpa ou ódio...

A raiva foi bem direcionada para ouvir o rio

De tristeza que estava sendo escondida por código.


Foi quando acolhi você nos seus sentimentos

Que você percebeu transformar seus lamentos

E conseguiu conduzir seu navio para a cidade 

Que você deseja viajar para se afastar da realidade.


Que esse dilema entre sim ou não, 

esteja livre, consciente e sensível coração

Porque quem gostaria de fechar o congresso

Demonstra dificuldade de debater qualquer processo.

 

Como vão governar um país inteiro? 

Como vão governar um país não homogêneo?

Seria importante e significativo aliar princípios

Poderia ser o bastante ou precise fomentar mais vínculos?


Encontros de pessoa para a pessoa

se desenvolvem com uma boa

Vista da paisagem do rio

Com a viagem do navio. 


A água se movimenta intensa,

Enquanto passa no rio.

A realidade também se fomenta

Em mim, no país e no navio.


Pois o lugar no passado

Não se está mais como uma quimera. 

O futuro muda com esse momento fomentando vínculos

E saberá mais ou menos como conforme ou não com os princípios. 


Os princípios de respeito permanece

Em quem tiver no coração

o interesse humano de uma relação 

que se fortalece..


Um pior " tem

E até um "menos pior"

que seria o melhor 

Para cada um e para o Brasil também.


E por isso,

enquanto isso,

No frio, sem um piu, 

a gente fica no meio do rio...


Mas de novo entre o pior e o menos pior, 

Ficamos de decidir o futuro do Brasil

sustentados pelos princípios de crescimento no rio,

Navegamos juntos nesse navio para um futuro melhor... 


Mas por esse conflito continuar

entre qual é menos pior ponderar, 

parece que não saímos do lugar

e por isso, não deixa de nos desanimar...


No fim, parece que estamos nesse mesmo rio 

Que continua a intensamente correr e a fluir,

enquanto a gente em cada navio

estamos tentando decidir para aonde ir...


Mas valorizando o direito de liberdade de expressão, 

mesmo que haja uma polarização,

é importante valorizar essa estruturação política existente

e não uma ditadura censurando qualquer opinião iminente.


Por isso, meu voto é 13



https://youtu.be/ag0bYtEu_nw?is=ZFWO1hcbPkAJtHXf


17 setembro, 2026

Poesia Tornar Pessoa

De covers do RBD FOTO ORIGINAL

"Poderei aceitar sua raiva como uma parte real e legítima de si mesma? Poderei aceitá-la quando ela encara a vida e seus problemas de uma forma completamente diferente da minha? Poderei aceitá-la quando tem para mim uma atitude positiva, quando me admira e me toma como modelo?
Toda pessoa é uma ilha, no sentido muito concreto do termo; a pessoa só pode construir uma ponte para comunicar com as outras ilhas se primeiramente se dispôs a ser ela mesma e se lhe é permitido ser ela mesma. Descobri que é quando posso aceitar uma outra pessoa, o que significa especificamente aceitar os sentimentos, as atitudes e as crenças que ela tem como elementos reais e vitais que a constituem, que posso ajudá-la a tornar-se pessoa: e julgo que há nisso um grande valor. " Carl Rogers

Seja indignação, 
Seja admiração,
O que vem de você
É essencial eu bem vê,
O que há de me libertar
De apenas agradar ou desagradar
Haverá de pessoa te tornar. 

Seja indignação,
Seja admiração,
O que a ti vem de mim
É essencial eu bem me ver assim,
O que há de me libertar
De apenas agradar ou desagradar.
Haverá de pessoa me tornar. 

Encontros pessoais.
Sinergias siderais.
Conexões aprofundadas,
Autênticas e inusitadas.
Ilhas interdependentes.
Singulares continentes

Num mesmo mundo que tenderá 
A sentir o impacto
No espaço
Dessas relações aqui e acolá
Revigorantes,
Revitalizantes 
capazes de transformar as energias
Em grandes sinergias
Siderais e espaciais
Em corações
Que se enchem de esperança
pela grande mudança.

Se faz ato o verbo de amar.
E haverá de pessoas nos tornar
Ao verdadeiramente nos respeitar,
Formos afetuosamente verdadeiros
E nos aceitarmos em nossos mundos inteiros
Para nos vermos unidos a algo maior
Em que tende inevitavelmente a crescer
O espaço com o amor a nos fortalecer.

20 julho, 2026

Portal entre nós


 

Um Portal entre nós 👩‍❤️‍👨

Quando lembro do meu amor

E aperta em meu peito a saudade,

Na parede do meu quarto

No vão entre meu pc e um quadro

Passo a apontar a minha mão

E se abre um portal violeta ao seu coração

Que me faz chegar aí ao seu lado

Num instante imediato no seu quarto.


Eu me encaixo perfeitamente

Em seus braços amorosamente

E então sinto o calor que me aquece

E então sinto o amor que me enriquece

A partir do buraco de minhoca

Vou até você te dar uma beijoca

E dizer que te amo muito

E que é um amor bem profundo.


Não por uma dependência afetiva.

Essa saudade vem pela alegria reativa

De nossos carinhos, conversas e abraços,

Do nosso amor, calor e interesse mútuo de darmos passos

Juntos nessa vida sem uma inocência infundada,

Nem um ciúme ou possessão descontrolada.


Há espaço para todo o tipo de amor.

Há espaço para o respeito e liberdade.

Há espaço para a companhia e a solitude na realidade.

Há espaço para momentos de dor e de calor.

Há espaço porque não precisamos controlar

Por conta dessa vontade de juntos querermos estar.


A integridade de sermos nós mesmos

Nos faz respeitar a integridade um do outro pra sermos,

E a partir de então, o amor tende a fortalecer

E a nós cada vez mais tendemos a crescer.

Há espaço porque confiamos e dialogamos.

Há espaço porque não prendemos para confiar.

Há espaço para a autenticidade e espontaneidade do amar.


E assim, a confiança vem tal

E por isso poderia dizer

Que passei por esse portal

Porque genuinamente eu queria te ver ,

Porque eu adoro estar com você,

Porque senti saudades com porquê

E vontade de te tocar,

Sem que precise ser censurado

Para esse desejo ser controlado

Por alguém com o coração amargurado.


Eu sei que vem de mim

Por necessitar de um amor assim.

Eu me aceito sem receio atrevida

E aceito você em minha vida.

Te vejo com profundidade

Olho no olho

E num sopro

Nos enamoramos em amorosidade

Ao viver em suprema pulsão e dimensão

Tamanho amor e paixão.


E assim, depois nos acariciamos

Na cama eu deitada em seu ombro

Enquanto nos acariciamos

Como um consolo

Em que ficamos assim por um tempo

Até que chega o momento

De nos despedir por ser quarta-feira,

Mas ainda bem que sem eira nem beira

Daqui a pouco é sexta-feira.


Então, eu volto ao meu quarto

Pelo portal entre meu pc e o quadro

E trocamos um último beijo estalado

E um olhar profundo e marcado

Até percebermos que esse portal

Não precisa ser encerrado já que ele é especial

Tanto no quarto quanto em nós

Que não se apaga

Já que em nós ele fez uma marca.


Há qualquer momento, podemos querer,

Podemos voltar a nos ver

Como sendo nossa esperança

Além do celular e computador em aliança

E além de passeios físicos esporádicos,

Podemos passar pelo portal por esses momentos mágicos.


Passa a ser surrealmente fantástico.

Me faz pensar que o universo não é estático,

Pois se mobiliza como nosso aliado

Pelo nosso amor que abre o Espaço dando espaços

Em mim, em ti e em qualquer mundo

Para um toque integrado fecundo

Transcendendo sem contar os segundos

A partir desse portal sob a troca de olhares profundos.



Acho que é um poema de ficção científica, saudade e amor assim como Zumbis Coldlys que eu fiz.

Beatriz Nahas

13 junho, 2026

Vamos ao Amor


Vou me derretendo 
Como uma vela 
Com teu calor aquecendo
A minha noite tão bela. 

Vou me arrumando
Como uma superstar
Com o teu olhar se fascinando
Pelo meu obstinado desfilar. 

Vamos construindo 
Como dois engenheiros físicos quânticos
Um portal violeta azulado reduzindo 
O espaço entre nossos quartos para instantes românticos. 

Vamos juntos lutando
Pelo amor e desejo de pertencer
Para o que for preciso irmos enfrentando
Nesse mundo a conseguirmos vencer!

Vamos o nosso íntimo abrindo
Pela conexão profunda a nos fortalecer
E nossos sentimentos/pensamentos permitindo
Ao outro compartilhar e a nós mesmos conceber! 

Vamos ao amor
    Vivê-lo em resplendor!
Senão, se escapará das nossas mãos 
guardado apenas em nossos corações...

O nosso amor precisa ser mostrado; 
não apenas pensado. 
O nosso amor quer ser revelado
e com tudo o que puder concretizado.


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Olá, gente. Gostaria de convidá-los a me ouvir cantando no Starmaker 
Eu publiquei uma música no StarMaker, verifique minha música agora!
Meu cover de Sem Temer está ao vivo! Junte-se a mim no StarMaker e cante junto!
https://m.starmakerstudios.com/a-vue3/playrecording?app=sm&app_name=sm&app_version=9.12.3&from_sid=62079552987&guide_type=2&pg_rf_ca_vn=33&pid=recordingsharing&platform=android&recordingId=3659174777800327&share_type=copyLink

02 junho, 2026

O Lago Mágico

Para F 


Sorrateiramente,

Na campina, como um vulto.

Em minha frente,

Minha sina, meu muso.


Vejo meu muso no resplendor

Cintilante em seu corpo e semblante

Com o Sol sob o lago redentor

Que me faz ver seu ser tão radiante. 


Ele se aproxima um pouco de mim

Por me olhar admirado

Como se tivesse me esperado 

Encontrá-lo nesse momento feliz por fim.


Esperamos por esse encontro. 

Parece que eu o vi em algum sonho. 

Desse encontro, pude ter a certeza

Em meio aos raios do Sol na natureza. 


Ouço a brisa sublimemente assoprar.

Sinto a ventania a me arrepiar.

Eu o vejo a se aproximar do meu lado

Ainda mais de mim mais apressado.


Quanta volúpia de ouçar meus sentidos!

Considero-me mais atenta às minhas impressões

Que me ousam, num delírio e fascínio, alguns suspiros

Pela tamanha beleza do olhar dele em obstinadas seduções!


É um andar certeiro de que quer a mim. 

É um olhar determinado de que me vê tão terno assim.

Me vejo ansiosamente dele a querer me aproximar

Com esse desejo e vontade também a lhe demonstrar. 


Mais perto um do outro paramos

Ao lado de uma pedra em que sentamos,

Nos envolvemos em conversas aleatórias,

Rimos de piadas e trocamos várias histórias.


Passamos a aprofundar a conversa

Em que me vi como você bem imersa. 

Abrimos nosso íntimo com espontaneidade

E compreendemos nossas realidades.


Também pudemos ser autênticos.

Tão simplesmente verdadeiros!

Foi tão especialmente mágico 

E surrealmente fantástico!


O lago nos envolveu de mais intimidade,

Quando nos enamoramos em seguida

E tocamos nosso corpo e alma com vontade

E transcendemos num resplendor elixir de vida.


Esse elixir encontramos em nós:

a vitalidade do amor em sublime voz

Que fez sentido existir e nascer 

Pelo amor nessa dimensão viver.


Pode ser em qualquer contexto e pessoa

A alegria do amor nessa dimensão é tão boa

Que nos faz nutrir e aquecer com o Sol e o Lago

E sentir a brisa que embala a todos nesse doce afago.


Pela magia presente em nós e no lago,

Poderia imaginar que fôssemos como um mago

A concretizar nesse lago o amor  

E o mais puro e incandescente doce afago sabor.

 

Feliz Dia dos Namorados

Fotos criadas com Chat GPT

Dicionário

incandescente
Incandescente é um adjetivo que descreve algo em estado de brasa, aquecido a ponto de emitir luz. O termo tem origem no latim incandescens (estar em brasa/pegar fogo) e pode ser utilizado tanto em contextos físicos quanto figurados. [1, 2, 3, 4]
Abaixo estão os principais contextos e aplicações da palavra:

1. Sentido Literal e Científico
Refere-se a materiais que estão tão quentes que brilham. [1, 2]
Exemplos: Carvão em brasa, ferro aquecido na forja ou o filamento de uma lâmpada.
Lâmpada Incandescente: É o dispositivo clássico que transforma energia elétrica em luz ao aquecer um filamento metálico—geralmente de tungstênio—dentro de um bulbo de vidro. Para explorar seus significados e usos, consulte o Incandescente - Dicio ou veja as definições detalhadas no Michaelis On-line. [1, 2, 3]

2. Sentido Figurado
Refere-se a emoções intensas, sentimentos intensificados ou situações de grande exaltação e paixão. [1, 2]
Exemplos: Um discurso inflamado, uma alma apaixonada ou uma discussão exaltada. [1, 2]

3. Sinônimos Comuns
A palavra compartilha o mesmo campo semântico de outros termos de origem no fogo ou no calor: [1]
Abrasado
Ardente
Candente
Inflamado

https://www.dicio.com.br/incandescente/

26 maio, 2026

Livro Original Tornar-se Pessoa


Abaixo cap 1 do Torna-se Pessoa de Carl Rogers (PDF) Tornar-se Pessoa (Carl R. Rogers)
            Nas minhas relações com as pessoas descobri que não ajuda, a longo prazo, agir como se eu fosse alguma coisa que não sou. Não serve de nada agir calmamente e com delicadeza num momento em que estou irritado e disposto a criticar.
            Não serve de nada agir como se soubesse as respostas dos problemas quando as ignoro. Não serve de nada agir como se sentisse afeição por uma pessoa quando nesse determinado momento sinto hostilidade para com ela. Não serve de nada agir como se estivesse cheio de segurança quando me sinto receoso e hesitante.
            Mesmo num nível primário, estas observações continuam válidas. Não me serve de nada agir como se tentar manter uma atitude de fachada, agindo de uma certa maneira na superfície quando estou passando pela experiência de algo completamente diferente.             Creio que essa atitude não serve de nada nos meus esforços para estabelecer relações construtivas com as outras pessoas. Devo, todavia, esclarecer que, embora eu saiba que isso é verdade, nem sempre aproveitei adequadamente essa lição. Com efeito, parece-me que a maior parte dos erros que cometo nas relações pessoais, muitos dos momentos em que fracasso nos meus esforços para ser útil aos outros, se explicam pelo fato de que, por uma reação de defesa, comportei-me, de certa maneira, num nível superficial, ao passo que na realidade os meus sentimentos seguiam numa direção contrária.
            Rogers foi primeiro inventor de uma psicoterapia a definir sua abordagem em termos operacionais, enumerando seis condições necessárias e suficientes (paciente envolvido, terapeuta empático, etc) para a mudança construtiva da personalidade. Desenvolveu medidas confiáveis, promovendo e publicando apreciações de suas hipóteses. Rogers estava empenhado em desenvolver uma avaliação do processo: O que ajuda as pessoas a mudarem? Sua pesquisa, e aquela de seus colaboradores científicos, a resultados constrangedores para a comunidade psicanalítica. O que estou dizendo, em outras palavras, é que nunca achei que fosse útil ou eficaz nas minhas relações com as outras pessoas tentar manter uma atitude de fachada, agindo de uma certa maneira na superfície quando estou passando pela experiência de algo completamente diferente. Creio que essa atitude não serve de nada nos meus esforços para estabelecer relações construtivas com as outras pessoas. Devo, todavia, esclarecer que, embora eu saiba que isso é verdade, nem sempre aproveitei de sessões de terapia, constatou que em resposta ao esclarecimento e interpretação —as ferramentas da psicanálise —os clientes tipicamente abandonam a auto exploração; somente o reflexo de sentimentos pelo terapeuta conduz diretamente a uma maior exploração e a um novo insight. Rogers, em outras palavras, dirigiu um esforço intelectual substancial a serviço de uma simples crença: Seres humanos necessitam de aceitação, e quando esta lhes é dada movem-se em direção à “autorealização”.
               Uma segunda aprendizagem pode ser formulada como se segue: descobri que sou mais eficaz quando posso ouvir a mim mesmo aceitando-me, e posso ser eu mesmo: tenho a impressão de que, com os anos, aprendi a tomar-me mais capaz de ouvir a mim mesmo, de modo que sei melhor do que antigamente o que estou sentindo num dado momento que sou capaz de compreender que estou irritado, ou que, de fato, sinto rejeição em relação a um indivíduo, ou, pelo contrário, carinho e afeição, ou então, ainda, que me sinto aborrecido e sem interesse pelo que está se passando; ou que estou ansioso por compreender um indivíduo ou que tenho um sentimento de angústia ou de temor nas minhas relações com ele. Todas estas diferentes atitudes são sentimentos que julgo poder ouvir em mim mesmo. Poder-se-ia dizer, em outras palavras, que tenho a impressão de me ter tornado mais capaz de me deixar ser o que sou. Tornou-se mais fácil para mim aceitar a mim mesmo como um indivíduo irremediavelmente imperfeito e que, com toda a certeza, nem sempre atua como eu gostaria de atuar. 
                Tudo isso pode parecer uma direção muito estranha a seguir. Parece-me válida pelo curioso paradoxo que encerra, pois, quando me aceito como sou, estou me modificando. Julgo que aprendi isso com os meus clientes, bem como através da minha experiência pessoal —não podemos mudar, não nos podemos afastar do que somos enquanto não aceitarmos profundamente o que somos. Então a mudança parece operar-se quase sem ser percebida. 
               Uma outra consequência dessa aceitação de mim mesmo é que as relações se tomam reais. As relações reais têm o caráter apaixonante de serem vitais e significativas. Se posso aceitar o fato de estar irritado ou aborrecido com um cliente ou com um estudante, então também estou muito mais apto para aceitar as reações que a minha atitude provoca. Torno-me assim capaz de aceitar a alteração da experiência e dos sentimentos que podem, então, ocorrer tanto nele como em mim. As relações reais tendem mais a se modificar do que a se manterem estáticas. 
                   É por isso que considero eficaz permitir-me ser o que sou nas minhas atitudes; saber quando me aproximo dos limites da resistência ou da tolerância e aceitar isso como um fato; saber quando desejo moldar ou manipular as pessoas e reconhecer isso como um fato em mim. Gostaria de ser capaz de aceitar esses sentimentos como aceito os sentimentos de entusiasmo, de interesse, de tolerância, de bondade, de compreensão, que também são uma parte muito real de mim. É unicamente quando aceito todas essas atitudes como um fato, como uma parte de mim, que as minhas relações com as outras pessoas se tomam o que são e podem crescer e transformar-se com maior facilidade. 
                Vou agora abordar um aspecto central do que aprendi e que se revestiu de grande importância para mim. Pode exprimir-se assim: atribuo um enorme valor ao fato de poder me permitir compreender uma outra pessoa. A forma como expus esta afirmação pode parecer-lhes estranha. Será necessário permitir a si mesmo compreender outra pessoa? Penso que sim. A nossa primeira reação à maior parte das afirmações que ouvimos das outras pessoas é uma avaliação imediata, é mais um juízo do que uma tentativa de compreensão. 
            Quando alguém exprime um sentimento, uma atitude ou uma opinião, nossa tendência é quase imediatamente sentir: “Está certo”, “que besteira”, “não é normal”, “não tem sentido”, “não está certo”, “não fica bem”. Raramente permitimos a nós mesmos compreender precisamente o que significa para essa pessoa o que ela está dizendo. Julgo que esta situação é provocada pelo fato de a compreensão implicar um risco. Se me permito realmente compreender uma outra pessoa, é possível que essa compreensão acarrete uma alteração em mim. E todos nós temos medo de mudar. Por isso, como afirmei, não é fácil permitir a si mesmo compreender outra pessoa, penetrar inteiramente, completa e empaticamente no seu quadro de referência. É mesmo uma coisa muito rara.                Compreender é duplamente enriquecedor. Quando trabalho com clientes perturbados, verifico que compreender o mundo estranho de uma pessoa psicótica, ou compreender e sentir as atitudes de um indivíduo que tem a impressão de que a sua vida é demasiado trágica para poder ser suportada, ou compreender um homem que se sente indigno e inferior —cada uma dessas compreensões me enriquece de algum modo. Estas experiências me modificam, tornam-me diferente e, segundo creio, mais sensível. Mas talvez o que mais importa é que a minha compreensão dessas pessoas permite a elas se modificarem. Permite-lhes assumir seus próprios temores, os pensamentos estranhos, os sentimentos trágicos e os desânimos, tão bem como os seus momentos de coragem, de amor e de sensibilidade. E tanto a experiência delas como a minha é que, quando alguém compreende perfeitamente esses sentimentos, torna-se possível aceitá-los em si mesmo. Descobre-se, a partir desse momento, que ocorrem modificações tanto nos sentimentos quanto na própria pessoa. Quer se trate de compreender uma mulher que crê literalmente que tem na cabeça um gancho com o qual os outros a arrastam, ou de um homem que julga que ninguém está tão só, tão separado de todos como ele, essa compreensão tem valor para mim. O que, porém, é sobretudo importante é que o fato de ser compreendido assume um valor muito positivo para esses indivíduos. 
                Outra aprendizagem tem sido para mim extremamente importante: verifiquei ser enriquecedor abrir canais através dos quais os outros possam me comunicar os seus sentimentos, seus mundos perceptivos particulares. Consciente de que a compreensão compensa, procuro reduzir as barreiras entre os outros e mim, para que eles possam, se assim o desejarem, revelar-se mais profundamente. 
                Existe na relação terapêutica um determinado número de processos para tornar mais fácil ao cliente comunicar-se. Posso, com minha própria atitude, criar uma segurança na relação, o que torna mais possível a comunicação. Uma sensibilidade na compreensão que o vê como ele é para si mesmo e que o aceita como tendo tais percepções e sentimentos também auxilia.
(...)
            Tive ainda uma outra aprendizagem muito importante durante o meu trabalho em aconselhamento. Posso evocá-la de uma maneira muito breve: é sempre altamente enriquecedor poder aceitar outra pessoa. 
            Verifiquei que aceitar verdadeiramente uma pessoa e seus sentimentos não é nada fácil, não mais do que compreendê-la. Poderei realmente permitir que outra pessoa sinta hostilidade em relação a mim? Poderei aceitar sua raiva como uma parte real e legítima de si mesma? Poderei aceitá-la quando ela encara a vida e seus problemas de uma forma completamente diferente da minha? Poderei aceitá-la quando tem para mim uma atitude positiva, quando me admira e me toma como modelo? Tudo isto está englobado na aceitação e não surge facilmente. Parece-me que é uma atitude cada vez mais frequente de todos nós na nossa cultura acreditar que: “Todas as outras pessoas deviam sentir, pensar e acreditar nas mesmas coisas que eu.” Todos nós achamos muito difícil permitir aos nossos filhos, aos nossos pais ou famílias terem uma atitude diferente em relação a determinadas questões e problemas. Não queremos permitir que nossos clientes ou nossos alunos tenham uma opinião diferente da nossa ou utilizem a sua experiência da maneira pessoal que lhes é específica. 
                Numa escala nacional, não queremos permitir que outra nação pense ou reaja de uma forma diferente da nossa. Acabei, no entanto, por reconhecer que essas diferenças que separam os indivíduos, o direito que cada pessoa tem de utilizar sua experiência da maneira que lhe é própria e de descobrir o seu próprio significado nela, tudo isto representa as potencialidades mais preciosas da vida. Toda pessoa é uma ilha, no sentido muito concreto do termo; a pessoa só pode construir uma ponte para comunicar com as outras ilhas se primeiramente se dispôs a ser ela mesma e se lhe é permitido ser ela mesma. Descobri que é quando posso aceitar uma outra pessoa, o que significa especificamente aceitar os sentimentos, as atitudes e as crenças que ela tem como elementos reais e vitais que a constituem, que posso ajudá-la a tornar-se pessoa: e julgo que há nisso um grande valor. 
              Poderá ser difícil comunicar a próxima descoberta que fiz. Consiste nisto: quanto mais aberto estou às realidades em mim e nos outros, menos me vejo procurando, a todo custo, remediar as coisas. Quanto mais tento ouvir-me e estar atento ao que experimento no meu íntimo, quanto mais procuro ampliar essa mesma atitude de escuta para os outros, maior respeito sinto pelos complexos processos da vida. É esta a razão por que me Sinto cada vez menos inclinado a remediar as coisas a todo custo, a estabelecer objetivos, modelar as pessoas, manipulá-las e impeli-las no caminho que eu gostaria que seguissem. Sinto-me muito mais feliz simplesmente por ser eu mesmo e deixar os outros serem eles mesmos. Tenho a nítida sensação de que este ponto de vista deve parecer muito estranho, quase oriental. Para que serve a vida se não procurarmos agir sobre os outros? Para que serve a vida se não tentarmos moldar os outros aos nossos objetivos? Para que serve a vida se não lhes ensinarmos aquelas coisas que nós pensamos que os outros deviam saber? Para que serve a vida se não os levarmos a agir e a sentir como nós agimos e sentimos? Como se pode conceber um ponto de vista assim tão inativo como o que estou propondo? Tenho certeza que atitudes como estas serão, em parte, a reação de muitos de vocês.  
              Contudo, o aspecto paradoxal da minha experiência é que, quanto mais me disponho a ser simplesmente eu mesmo em toda a complexidade da vida e quanto mais procuro compreender e aceitar a realidade em mim mesmo e nos outros, tanto mais sobrevêm as transformações. É de fato paradoxal verificar que, na medida em que cada um de nós aceita ser ele mesmo, descobre não apenas que muda, mas que as pessoas com quem ele tem relações mudam igualmente. Foi pelo menos o que mais intensamente vivi na minha experiência, e uma das conclusões mais profundas que aprendi tanto na minha vida pessoal como profissional. 
            Permitam-me expor agora outras aprendizagens que se referem, menos às relações, e mais às minhas próprias ações e valores. A primeira exprime-se de uma maneira muito breve: posso confiar na minha experiência. 
            Um dos princípios fundamentais que levei muito tempo para reconhecer e que ainda continuo a aprofundar é a descoberta de que, quando sinto que uma atividade é boa e que vale a pena prossegui-la, devo prossegui-la. Em outras palavras, aprendi que a minha apreciação “organísmica”4 total de uma situação é mais digna de confiança do que o meu intelecto. 
              Durante toda a minha vida profissional fui levado a seguir direções que pareciam ridículas aos outros e sobre as quais eu mesmo tinha muitas dúvidas. Mas nunca lamentei seguir as direções que eu “sentia serem boas”, mesmo se frequentemente experimentasse por algum tempo uma sensação de isolamento ou de ridículo. 
             Descobri que sempre que confiava num sentimento interno e não intelectual acabava por encontrar a justeza da minha ação. Mas, mais ainda, descobri que quando segui um desses caminhos não convencionais porque o sentia bom ou verdadeiro, depois, passados cinco ou dez anos, muitos dos meus colegas se juntavam a mim, de maneira que desaparecia o sentimento de isolamento. 
        Fui assim, pouco a pouco, confiando cada vez mais profundamente nas minhas reações totais e descobri que as posso utilizar para orientar o meu pensamento. Comecei a ter um respeito maior por esses pensamentos vagos que me ocorrem de tempos em tempos e que sinto como importantes. Sinto-me inclinado a pensar que essas ideias um pouco obscuras ou essas intuições me levam a penetrar em campos importantes. Confio assim na totalidade da minha experiência, a que acabo por atribuir mais sabedoria do que ao meu intelecto. Será com certeza falível, mas creio que o é menos do que a minha mente consciente isolada. (...)
                Estreitamente ligado a essa aprendizagem está o corolário: a avaliação dos outros não me serve de guia. Os juízos dos outros, embora devam ser ouvidos, e levados em consideração pelo que são, nunca me poderão orientar. Foi uma coisa que tive dificuldade em aprender. Lembro-me do choque que sofri, quando jovem, ao ouvir um homem muito ponderado e erudito, que me parecia ser um psicólogo muito mais competente e conhecedor do que eu, dizer-me que estava cometendo um erro ao interessar-me pela psicoterapia. Isso nunca me poderia levar a parte alguma e, como psicólogo, nem teria oportunidade para exercê-la. Alguns anos mais tarde fiquei perturbado ao perceber que aos olhos de alguns eu era um impostor, um pouco como alguém que praticasse medicina sem para isso estar qualificado, o autor de uma espécie de terapia muito superficial e perigosa, animado por uma vontade de poder, um místico, etc. Senti-me igualmente preocupado com os elogios que também eram exagerados. No entanto, não me senti demasiado afetado com isso porque acabei por achar que apenas uma pessoa (pelo menos enquanto eu estiver vivo e talvez para sempre) pode saber que eu procedo com honestidade, com aplicação, com franqueza e com rigor, ou se o que faço é falso, defensivo e fútil. E essa pessoa sou eu mesmo. Sinto-me feliz por receber todo tipo de testemunho sobre aquilo que faço, sejam críticas (amigáveis ou hostis) ou elogios (sinceros ou com a intenção de adular). Contudo, não posso delegar a ninguém o cuidado de avaliar esses testemunhos ou de determinar sua significação ou sua utilidade. 
            Depois do que acabo de dizer, não ficarão surpreendidos com uma outra descoberta minha que passo a descrever: a experiência é, para mim, a suprema autoridade. A minha própria experiência é a pedra de toque de toda a validade. Nenhuma ideia de qualquer outra pessoa, nem nenhuma das minhas próprias ideias, tem a autoridade de que se reveste minha experiência. É sempre à experiência que eu regresso, para me aproximar cada vez mais da verdade, no processo de descobri-la em mim. Nem a Bíblia, nem os profetas —nem Freud, nem a investigação, nem as revelações de Deus ou dos homens — podem ganhar precedência relativamente à minha própria experiência direta. Minha experiência reveste-se da maior autoridade à medida que se toma mais “primária”, para empregar um termo da semântica, pois é no seu nível inferior que a hierarquia da experiência apresenta o maior caráter de autoridade. Se leio um estudo teórico de psicoterapia, se formulo uma teoria de psicoterapia baseada no meu trabalho com clientes, se tenho uma experiência direta de psicoterapia com um cliente, então o grau de autoridade cresce na mesma ordem em que foram relacionadas as citadas experiências. 
            Vejamos uma outra aprendizagem pessoal: gosto de descobrir ordem na experiência. Parece-me inevitável procurar uma significação, uma ordem e uma lei em toda acumulação de experiência. Foi esse tipo de curiosidade, à que me entrego com muita satisfação, que me levou a cada uma das formulações que apresentei. Foi essa curiosidade que me levou a procurar uma determinada ordem no enorme amontoado de dados clínicos sobre a criança, incitando-me a publicar o meu livro The Clinical Treatment of the Problem C’hild. Levou-me a formular os princípios gerais que julgo serem operantes em psicoterapia, coisa de que dão testemunho inúmeros livros e artigos. Levou- me à pesquisa para testar os diferentes tipos de leis que creio ter encontrado ao longo da minha experiência. Levou-me à elaboração de teorias para reunir a ordem daquilo que já tinha sido vivido e para projetar essa ordem em novos campos por explorar onde poderia ser mais uma vez posta à prova. Foi assim que acabei por considerar tanto a investigação científica quanto o processo da construção teórica como voltados para a ordem interna das experiências significativas. A investigação é o esforço persistente e disciplinado para entender e ordenar os fenômenos da experiência subjetiva. Sua justificativa encontra-se no fato de ser satisfatório percebermos o mundo como algo ordenado e por que a compreensão das relações ordenadas que se manifestam na natureza conduz a resultados enriquecedores. Pude, pois, reconhecer que a razão pela qual me dedico à investigação e à elaboração de teorias é a satisfação de uma necessidade de captar ordem e significado, necessidade subjetiva que existe em mim. Em determinados momentos, dediquei-me à investigação por outros motivos: para satisfazer os outros, para convencer adversários e pessoas céticas, para avançar na minha profissão, para conquistar prestígio, e por outras razões menos nobres. Esses erros na minha capacidade de julgar e na minha atividade apenas me serviram para ficar convencido de que só existe uma razão para prosseguir a atividade científica: a satisfação da necessidade que em mim existe de encontrar uma significação. 
                Uma outra aprendizagem que me foi difícil reconhecer pode resumir-se em quatro palavras: os fatos são amigos. 
Sempre me despertou interesse que a maioria dos psicoterapeutas, de modo particular os psicanalistas, se recusassem a efetuar um estudo científico da sua terapia ou a permitir que outros o fizessem. Sou capaz de compreender essa reação porque eu próprio a experimentei. Especialmente nas nossas primeiras investigações, recordo-me da ansiedade que sentia enquanto aguardava que surgissem os primeiros resultados. Suponhamos que nossas hipóteses fossem refutadas! Suponhamos que nos havíamos enganado nos nossos pontos de vista! Suponhamos que nossas opiniões não se justificassem! Naqueles momentos, olhando para trás, era como se eu considerasse os fatos inimigos potenciais, possíveis mensageiros de desgraça. Levei sem dúvida muito tempo até me convencer de que os fatos são sempre amigos. O mínimo esclarecimento que consigamos obter, seja em que domínio for, aproxima-nos muito mais do que é a verdade. Ora, aproximar-se da verdade nunca é prejudicial, nem perigoso, nem incômodo. É essa a razão por que, embora ainda deteste ter de rever minhas opiniões, abandonar minha maneira de compreender ou de conceituar, acabei no entanto por reconhecer, numa grande medida e num nível mais profundo, que essa penosa reorganização é o que se chama aprender e que, por mais desagradável que seja, conduz sempre a uma apreensão mais satisfatória, porque muito mais adequada da vida. Assim, atualmente, um dos objetos de reflexão e de especulação que está a me tentar cada vez mais é um terreno no qual as minhas ideias preferidas não me parecem provadas pelos fatos. Sinto que, se conseguir abrir um caminho através do problema, me aproximarei muito mais plenamente da verdade. Tenho a certeza de que os fatos serão meus amigos. 
Importa agora citar uma das minhas descobertas mais enriquecedoras, e isto porque ela me faz sentir mais próximo dos outros. Poder-se-ia exprimir assim: aquilo que é mais pessoal é o que há de mais geral. 
Aconteceu-me diversas vezes que, ao falar com colegas ou com estudantes, ou ao escrever, me exprimia de uma maneira tão pessoal que tinha a impressão de estar exprimindo uma atitude que, provavelmente, ninguém compreenderia, porque era unicamente minha. Dois escritos meus podem servir como exemplo desse fato: o prefácio de ClientCentered Therapy (considerado inconveniente pelos editores) e um artigo intitulado “Persons or Science”. Em casos semelhantes, descobri quase sempre que o sentimento que me parecia ser o mais íntimo, o mais pessoal e, por conseguinte, o menos compreensível para os outros, acabava por mostrar ser uma expressão que encontrava eco em muitas outras pessoas. Acabei por chegar à conclusão de que aquilo que há de único e de mais pessoal em cada um de nós é o mesmo sentimento que, se fosse partilhado ou expresso, falaria mais profundamente aos outros. Isso permitiu-me compreender os artistas e os poetas como pessoas que ousam exprimir o que há de único neles. 
Resta-me indicar uma lição que aprendi e que está, talvez, na base de tudo quanto venho dizendo. Ela se impôs a mim ao longo desses vinte e cinco anos em que tentei ser de algum préstimo para indivíduos com perturbações pessoais. A lição é simplesmente esta: a experiência mostrou-me que as pessoas têm fundamentalmente uma orientação positiva. Nos meus contatos mais profundos com indivíduos em psicoterapia, mesmo com aqueles cujos distúrbios eram mais perturbadores, cujos sentimentos pareciam muito anormais, a afirmação continua sendo verdadeira. Quando consigo afetivamente compreender os sentimentos que exprimem, quando sou capaz de aceitá-los como pessoas separadas em todo seu direito, nessa altura vejo que tendem a orientar-se em determinadas direções. E quais são essas direções que os seus movimentos subentendem? As palavras que julgo descreverem com maior veracidade essa direção são: positiva, construtiva, tendente à autorrealização, progredindo para a maturidade e para a socialização. Acabei por me convencer de que quanto mais um indivíduo é compreendido e aceito, maior sua tendência para abandonar as falsas defesas que empregou para enfrentar a vida, maior sua tendência para se mover para a frente. 
Não gostaria de ser mal compreendido. Não tenho uma visão ingenuamente otimista da natureza humana. Tenho perfeita consciência do fato de que, pela necessidade de se defender dos seus terrores íntimos, o indivíduo pode vir a se comportar e se comporta de uma maneira incrivelmente feroz, horrorosamente destrutiva, imatura, regressiva, antissocial, prejudicial! 
Mas um dos aspectos mais animadores e revigorantes da minha experiência é o trabalho que levo a cabo com indivíduos desse gênero, e a descoberta das tendências orientadas muito positivamente existentes neles todos, e em todos nós, nos níveis mais profundos. Permitam-me concluir essa longa lista com uma última descoberta, que pode exprimir-se de maneira breve como segue: a vida, no que tem de melhor é um processo que flui, que se altera e onde nada está fixo. É nos meus clientes e em mim mesmo que descubro que a vida é mais rica e mais fecunda quando aparece como fluxo e como processo. Essa descoberta provoca uma fascinação e, ao mesmo tempo, um certo temor. Quando me deixo levar pelo fluir da minha experiência que me arrasta para a frente, para um fim de que estou vagamente consciente, é então que me sinto melhor. Nesse flutuar ao sabor da corrente complexa das minhas experiências, tentando compreender a sua complexidade em permanente alteração, toma-se evidente que não existem pontos fixos. Quando consigo abandonar-me completamente a esse processo, é claro que não pode haver para mim nenhum sistema fechado de crenças, nenhum campo imutável de princípios a que me agarrar. 
A vida é orientada por uma compreensão e por uma interpretação variáveis da minha experiência. A vida é sempre um processo de devir. 
Penso que é possível agora ver claramente por que razão não existe filosofia, crença ou princípios que eu possa encorajar ou persuadir os outros a terem ou a alcançarem. Não posso fazer mais do que tentar viver segundo a minha própria interpretação da presente significação da minha experiência, e tentar dar aos outros a permissão e a liberdade de desenvolverem a sua própria liberdade interior para que possam atingir uma interpretação significativa da sua própria experiência. 
Se existe uma verdade, este livre processo individual deverá, assim o creio, convergir para ela. E, dentro de certos limites, parece-me ter sido isto o que vivi.

11 maio, 2026

Turbilhão em Mim

Para F


Eu com uma taça de vinho tinto,
num vestido preto muito lindo,
te olho intensa e sensualmente
por um turbilhão que queima em meu corpo ardente...

Um turbilhão de desejo que te chama
e por ti clama
por querer ser a dama
na sua cama!

Não sei descrever com precisão,
mas sinto um turbilhão no coração
pulsante por você
sem saber dizer o porquê...

Quero você arrancando minha roupa,
me deixando totalmente despida.
Estou entregue a uma noite como louca
que sei que será plenamente vivida.

Meus seios anseiam pelo seu toque
que os aperte percebendo o choque
que me faz sorrir levemente ao te perceber excitado
querendo me dar e receber prazer extasiado.

Eu senti um tanto de rosa a grená
de atração que me dá
uma vontade de beijar lá,
pois é tão carnudo, envolvente e intenso
em que me rendo na nossa cama a um beijo.

Como uma dama na sua cama, me senti em seus braços
envolvida com cuidado penetrando e abrindo espaços
para me sentir bem com você em mim o tempo todo
como um homem que me quer, mas é preocupado e fofo.

Tenho vontade de te proteger
por sentir receio de te perder
e de que me julgue sem se perceber
com possíveis medos a gente ter.

Como meu namorado, te sinto mais ainda em mim
cada vez quando conversamos e confiamos mais assim
quando expressamos e cuidamos dos nossos sentimentos
quaisquer que sejam eles, nesses e além desses momentos.

Sinto um turbilhão no coração borbulhante de amor
cada vez mais forte como pulsante de calor e louvor
de desejo, amor, admiração e respeito
que sinto por você em meu peito.

Esse turbilhão no corpo grita em mim,
saltita e estala como uma lareira
que me faz notar assim
como tudo incendeia a noite inteira.

Esse turbilhão na alma acaricia a mim,
encharca e acalma como uma cachoeira
por estar tão apaixonadamente te amando assim
numa atmosfera de carícias em todo meu ser verdadeira.

Sou uma lareira com o pulsar do desejo que me transformo
E sou uma cachoeira com a força do amor que me conformo
para entender que é o meu presente o qual eu aceito e não arrego
e, com esse turbilhão em mim, a ti eu me entrego.



Foto Original abaixo elaborada com o CHAT GPT



Dicionário
Atmosfera

- Camada de ar que envolve o planeta Terra: atmosfera terrestre. (...)
- [Figurado] Clima; ambiente que determina psicológica e espiritualmente uma pessoa, uma situação, circunstância: atmosfera festiva.
Atmosfera - Dicio, Dicionário Online de Português

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