14 setembro, 2015

Coragem no Imprevisível


Na escuridão da paixão,
Nada se vê,
Tudo preenche o incerto
O amor é a chave maestra
que abre a porta do verso.
Não se soletra, se conquista
à medida que se constrói a rima.
O amor está na coragem
de valsar no céu da paixão
mesmo neste mundo da decepção.
Da escuridão, o medo,
o bloqueio de se entregar por inteiro,
a incerteza do que vai acontecer no meio
e no final da entrega de sentimentos verdadeiros.
Mas, a graça da vida
é viver sem saber o futuro,
construir o muro
ou o buraco profundo.
Quem saberá se ninguém vai contar?
Não é por isso que você negará a valsa do amar.

03 setembro, 2015

Lua do Apego



A Lua
 ilumina meu quarto na escuridão,
 me traz paz diante a solidão,
 me faz companhia em meio a uma madrugada não dormida
e me faz amar a vida por poder ver uma simples lua.

Serena
Pequena
No canto da janela,
a lua me observa
e que me traz a esperança em meio aos meus problemas
por ela simplesmente existir.
O que fazer quando amanhã ela não estiver aí?


Comentário: Eu fiz observando a lua no canto da minha janela mesmo. Importante dizer que quando eu fiz esse poema, eu não apenas queria retratar a solidão, mas também a dependência e o vício que seria, no caso, pela Lua. 

01 setembro, 2015

O País Está Doente




A tosse não passa nem as dores
quando há políticos manipuladores
obstruindo toda veia
com um vírus que a nossa voz bloqueia.

Então, surge a anemia
pelos direitos de justiça
vendidos da nação
sem a vossa autorização.

Nos tornamos hospedeiros
desse barbeiro
que nos domina por inteiro
sem deixar uma janela
para que escapemos por ela.

Com febre, de repouso nós permanecemos
por essa dengue nos dizendo:
"Farão o que eu mandar!
Vocês não podem contestar!"

A justiça fica na espera.
A vida se desespera
e pede cuidados e milagres.
Porém, como se pode curar a AIDS?

A medicina avança
junto com a esperança
de algum dia haver tratamento com qualidade
da doença, que o país sofre desde a antiguidade.

O band-aid insinua à população
que vai dar conta de solucionar a situação
como políticos marcenários prometendo a melhoria
sem nenhum comprometimento com a justiça.

Que nós sejamos bons médicos!
Que nós pensemos nos melhores remédios!
Até quando vamos teimar com o remédio errado?!
A mudança começa em cada um de nós em todo o Estado.

Não desistir do paciente Brasil é o remédio do socorro!
Tomemos na veia soro
estudando, protestando, contestando,
conscientemente votando
e se mostrando contra a manipulação,
a exploração, a alienação e a passividade do cidadão,
pois se não a doença somente continuará sendo repassada 
de geração após geração.


12 agosto, 2015

O Bar na faculdade


Depois de umas semanas na correria,
Tanto estudo merece uma descontraída.
Diferentes madrugadas,
No fluido de uma prosa.
Vocês vem a mim
E eu vou a vocês.

Aprecio cada momento.
Esse é um novo tempo
Para conhecer bares e pessoas
De todo jeito.
Para mim, o importante não é beber
É a companhia e espairecer.

Numa conversa escaldante,
Troca de pensamentos e sentimentos,
Risos e lamentos,
Troca de energia e histórias,
Alguns lugares, dança e música,
Sem estresse nem cobranças.
O tempo para um segundo.
A cabeça relaxa um minuto.

Relações momentâneas e duradouras surgem
Sobretudo se fortalecem certas grandes amizades
Brilhantes e intensas por toda a eternidade.
Assim, o curso fica muito mais fácil de se enfrentar.
Mesmo que a prioridade seja estudar,
Curta também os momentos para relaxar.
Na dose certa, vai indo.
Estudando e saindo.

Tomando cuidado para não extrapolar,
Abra as asas!
Saia da toca!
Curta, pois essa fase é muito boa, meu amor
E voa voa voa
Tão rápido que quando você vê, já se foi.

Ficarão as lembranças
Que depende das nossas escolhas quais serão.
Mas, sem pressa e controle a ansiedade
Porque elas naturalmente fluirão...

13 junho, 2015

Pensamento de uma Adolescente


Quem você é?
Vejo a cobrança
Em ter que ser alguém nesse mundo
Com ou sem escrúpulos,
Mas alguém...

Vejo a impaciência do mundo
Para que eu ouça, veja e fale tudo,
que eu seja alguém...

Vi o meu sufoco a essa realidade.
Busquei na pressão a minha personalidade.
Consegui, mas me chateio por termos que mostrá-la a todo momento
Como se ela fosse uma espécie de documento.

A sociedade quer ver o meu posicionamento,
Pois então aqui vai o quanto lamento:
O costume de afastar a naturalidade.
Tenho que mostrar uma qualquer identidade
para ser reconhecida como alguém...
Longe de poder deixar o tempo me definir
Longe de poder deixar tudo fluir...

Comentário: Fiz esse poema na minha pré-adolescência como um desabafo a quando fiz um curso e a todo o momento me pediam um posicionamento e não sabia a minha opinião sobre o assunto.

26 abril, 2015

Paraíso Celeste

Eu sou luz.
Eu, às vezes, escuridão.
A luz ilumina
todo o dia
o Evereste:
o paraíso celeste.

Almejo paz veludosa no meu olhar,
Que num grande zelo
a faço permanecer em meu peito
como um diamante na montanha a cuidar
e a proteger em eterno silêncio.

O amor a expandir
eu vou subir
passo a passo
até o topo da montanha descobrir
um conhecimento sábio
ao olhar do alto
para as necessidades de cada ser humano
com amor até nos encontrarmos sem engano
em algum ano
no topo do Evereste
que é o tão almejado paraíso celeste.




16 dezembro, 2014

Oscila meu Amar





Tento entender meus sentimentos
Em meio a tantos lamentos.
É triste não saber o que se sente,
Se é ou não um amor presente,
Pois como você vai embora em um momento,
Não posso me empolgar por muito tempo.

Para quê permitir a alegria,
Se daqui a pouco terá despedida?
Não sei mais o que quero...
Se devo esperar você por tanto tempo...

Não quero nos enganar.
Oscila meu amar
Pela impaciência de tudo isso passar.
Oscila meu desejar
Pelo medo de tudo isso desmoronar.
 
Tempo de vida se vai na solidão, na tristeza
Na depressão, na incerteza
Dos meus passos...
Estão todos embaçados!!
E estou farta
De tentar encontrá-los!

Às vezes, eu quero só o meu espaço...
Uma parte de mim é por ti apaixonada
E outra quer ir embora desesperada!

Como saber se é o momento
Para terminar?
Como saber se é o jeito
Tudo acabar?

Quero ir embora
Achando tarde a hora,
Mas também quero te ver agora
Sem demora.

Quero minha liberdade,
Mas o outro lado da realidade
É que eu tenho medo do lamento,
De depois do fim, o arrependimento.

Tenho também receio de no futuro
Olhar para trás e querer voltar os segundos
Para poder ver como seria viver ao seu lado,
Porém o quanto sou curiosa eu também tenho cuidado.

Sua incoerência e minha impaciência...
Enfim, nossas dificuldades e diferenças...
Não sei se conseguiremos dialogar
Já que estou desanimada depois de tanto tentar.

Chegada a hora de assumir
Que não estou feliz em fingir,
Pois só faz perder tempo seu e meu, 
Pela falta de coragem de dizer que se perdeu. 

Oscilar o amor na solidão só faz sofrer 
Por uma relação que não me faz viver 
Tudo o que eu desesperadamente gostaria
Pela falta de ser compreendida como me sentia.


Data de Publicação: 17/12/18


15 dezembro, 2014

Asas da Alma

Brahma Kumaris

Almejo asas,
Que me levem longe

Onde no céu tenham tantas estrelas

Que possam realizar todos meus sonhos

Pela noite inteira.


Almejo um lugar

Tão insano
como uma mente
que se presta a sonhar

Por algo que ela mesma precisa buscar.

29 setembro, 2014

Filosofar

Ver o invisível,
Provar o improvável,
Tocar o intocável
e Possibilitar o impossível
depende da sensibilidade
e razão de cada um
achar que mesmo os fatos não existirem,
as reflexões persistem.


13 junho, 2014

O Desenho Livre (corrigido)





Desenho um pardal
com a esperança  
de voar ao meu lado.

Desenho uma borboleta 
com a esperança 
de iluminar a minha vida 
com cores tão ricas.

Desenho um elefante
que me leve para o alto
onde possa viver 
e poder simplesmente ser.

Apago tudo o que quero.
Desenho tudo o que seja necessário
para escapar da rotina em demasia
de comprar e vender,
De trabalhar e estudar
para depois, quando parar
de pensar,
sobreviver a minha capacidade de imaginar.

03 janeiro, 2014

O Amor Filial


Mãe!! Mãe!! Mãe!!
Onde está indo?
Está sem rumo?
Espere! Eu estou te chamando!
Desde quando está correndo nessa estrada?
Está desesperada por se encontrar?
Eu vou te ajudar.
Deixe-me eu lhe dar um abraço.
Eu te amo…


Comentário: Poema em homenagem a minha mãe. 

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