08 julho, 2016

Julgamento pela Injustiça

Eu Digo Não ao Racismo!
O Negro foi preso 
ao invés do branco no banco.
Injustiça Indevida
do homem que tem vintém.

O negro era inocente,
mas a polícia não estava crente
pelo racismo
que estimula o vício
de tornar mais inocentes culpados
porque era o negro que estava sendo roubado.

Vamos as diferenças físicas respeitar!
Vamos encontrar 
a simplicidade no nosso próprio olhar!
Assim, estaremos prontos 
para verdadeiramente nos amar 
e corretamente qualquer situação julgar.

Comentário: Esse poema foi inspirado no curta-metragem "O Preconceito Cega". 



Link: https://www.youtube.com/watch?v=aec-i7n6V48

12 junho, 2016

Bela ´Opera



Vestido verde bordado tão delicado.
Coroa e brincos brilhantes de diamantes.
Um piano canta o amor e o desamor.

A ópera conta toda a decepção,
que sufoca o coração
de uma moça enganada e machucada,
mas, pela sua voz, a dor é cicatrizada.

A cantora chama a orquestra para assistí-la
a libertar a sua voz reprimida
na ferida de traída,
que nela abriga.

Quanta mágoa
a deixou fria, muda!
Mas o poder da música
colocou toda a emoção para fora
e assim, seu coração
descobriu onde mora

a sua mais verdadeira expressão.

Comentário: Para fazer o poema, eu me inspirei em uma apresentação de ópera que assisti no youtube. Eu fiz o poema a partir dos sentimentos, que assimilei durante a apresentação. Como faz muito tempo que fiz o poema, eu não lembro qual foi o video para colocar aqui. 




10 maio, 2016

Temporariamente Muda


Por dois dias, muda
Pela sinusite,
Que fez minha voz acabar.
Me senti uma burra
Sem poder nada opinar nem comentar.

As pessoas me ignoraram
Como se eu fosse uma inútil e incompetente.
As pessoas me esqueceram
porque eu estava deficiente.

E pensar que vivi por poucos dias
O que, para os mudos, é constante em sua rotina.
O valor da minha voz reconheci e agradeci. 
Muita compaixão por quem não tem voz eu senti e sofri.

Tem mudo que anseia a todo instante que sua voz volte
E deseja que seja apenas uma sinusite forte.
Tem mudo que entende que a voz não vai voltar
E se adapta a sua realidade sem se inferiorizar.

A vitória está em agradecer 
tudo o que é possível ter
Porque na vida, o sofrimento será bem-vindo 
Sempre que você quiser a ele se prender. 


Comentário: Esse poema é uma homenagem às mudas e à voz. 

23 abril, 2016

Mídia Parcial

Não é uma critica apenas à globo, mas à mídia em geral
Me encontro indecisa pela discussão
Do jornal parcial carente de visualização.
A jornalística leitura pode me tornar ignorante 
por julgar algo a partir de apenas um pensante.

Como posso saber se é real ou irreal
sem estar presente na situação retratada pelo jornal?
Cada um interpreta de um jeito.
Tiramos uma conclusão não imune a erros. 

Faríamos uma injustiça sem medida
Com alguém que a escandalosa mídia 
diz ser a culpada, mas também pode ser uma vítima.
Por favor, Brasil, precisamos criar consciência disso.
Se não, nunca desenvolveremos o tão importante senso crítico. 

04 abril, 2016

Escada do Progresso


Subindo a escada
Paro e penso:
será que estou numa cilada?
Continuo teimando
com a certeza de correr
a qualquer vislumbre de engano.
Onde estou indo?
Qual é o meu destino?
O nada me persegue
daquilo desconhecido
O nada afronta
O escuro assusta
qualquer um na luta
de percorrer todos os degraus
ultrapassando os medos: o caos.
Desço um degrau, para subir dois
ou às vezes, desço três para subir oito.
É a lei do progresso
que se for contínuo,
se chegará a um destino.

31 março, 2016

Flor No Jardim







Quando vem o sol,
tudo a faz resistir
de continuar a brilhar
e a encontrar
a luz que pacifica 
o seu olhar.

Quando vem a chuva,
tudo a faz desistir
de  encontrar um caminho 
em meio ao labirinto
das lágrimas e mágoas
que a ameaça a não mais sorrir.

Com o passar das estações,
a flor no jardim
percebe que
tanto o Sol
quanto a chuva
a ajuda 
a crescer
e a ser 
a flor mais bela que eu já vi!


Comentário: Escrevi observando uma flor no jardim. Não consegui tirar foto dela. Essa de cima eu peguei no google para ilustrar.

16 março, 2016

Equilíbrio nas nossas Vidas



Eu ainda choro pelas injustiças
nas nossas vidas
por algumas crianças
não poderem brincar
Só trabalhar,
não poderem comer
Só adoecer;
Por ver pessoas
em barracos outras em palácios,
umas com iates outras em ônibus lotados
umas com mesas fartas outras comendo a migalhas
umas com um closet de roupas outras andando descalça
umas com segurança, saúde e educação
 outras também pagando altos impostos,
mas sem muita qualidade nos serviços como retribuição.

Eu ainda renego a corrupção
que fere os impulsos da natural evolução
 Pois os direitos
de trabalhadores brasileiros
são levados ao abismo do esquecimento.

Eu ainda não gosto
quando vejo guerras
na competição entre territórios,
entre mercados,  
entre mulheres por um homem,
entre quem dos rapazes tem maiores músculos,
entre quem ganha mais curtidas no facebook
como se a vida tivesse 
esse único objetivo.

Eu ainda rejeito
 o uso excessivo das máquinas
Que tornam as pessoas em robôs
fugindo para um mundo virtual
afastando-as da vida real

Eu ainda critico 
quando a educação 
é vista apenas como um investimento,
quando vender diplomas 
é mais importante
do que desenvolver o senso critico.

Ainda me insatisfaz
a ignorância da diversidade
o molde a uma única identidade.
O racismo, o machismo
o bullying e a homofobia 
afastam as pessoas
quando o que mais precisa é de união
contra tantas desgraças.

Eu ainda condeno
a devastação de florestas,
a extinção de animais,
a poluição do ar, do mar
a troco de moedas para se lucrar.

Ainda ainda ainda…
(mais quantos problemas poderiam ser citados?)

Mas aprendi, para não enlouquecer,
a lidar com o tempo do mundo.
Não posso curar tudo em um segundo.
Aprendi também, para não ser ignorante,
a ter o espírito de ir sempre adiante
tanto convivendo com a população
quanto na minha futura profissão.

Se está insatisfeito com a situação,
seja o agente da transformação.
Como professor ou cantor
como cozinheiro ou prefeito,
manifeste seus valores!
Evolua em atitudes!

Porque a paz com senso crítico
é só alcançada pelo equilíbrio.
Precisamos dar um propósito
a nossa vida
de entre o reproduzir e o produzir
entre o aceitar e o contestar
ser alguém que tentou algo mudar.
Só podemos porque vivemos.
Só podemos porque queremos.

O equilíbrio é a chave de aceitar e questionar
o mundo
sem ser ignorante nem louco.
Trabalhar e Protestar
Estudar e Reformular
Pensar e Sentir
Assim, com a paz, conquistaremos o mundo
para nós evoluirmos mais rápido
cada dia mais um pouco.


Comentário: Esse poema é demasiadamente importante para mim. ´E um poema que marcou demais e um dos que mais gosto pela linha de raciocínio tão interessante e importante que ele contém e por ser o meu primeiro poema com um aspecto mais social. Através dessa poesia, percebi o quanto eu estava gostando do exercício de transformar alguma reflexão recorrente minha em um poema, pois deixava a poesia muito interessante. Comecei a me preocupar mais com o conteúdo da poesia e não com as rimas e com a diversão que a poesia pode nos dar. Eu me atrai pela poesia porque queria fazer as pessoas refletirem e me conhecerem mais já que na época eu era bastante tímida. Um exercício de auto conhecimento também. Eu fiquei feliz com essa poesia, pois descobri um ótimo jeito de me expressar. 

24 fevereiro, 2016

O Cintilar da Estrela




Singela estrela.
Uma quimera
Confiante de tão brilhante
Como meu amor por você,
Que ao longo do tempo
Torna-se mais radiante.

Distante estrela,
Que não conhecerá a morte.
Ela se tornou mais forte
Como o amor fervente
do início até a eternidade envolvente,
Que de tanta verdade,
A estrela se tornou uma raridade.

A estrela ilusória
Quer que o sentimento dure com glória.
Mas, como ela pode ter prova
Se não sabe o futuro?
Ela pode se frustrar 
com qualquer sentimento ou respeito
se tornando nulo.

A estrela busca
Aproveitar o presente
Até mesmo quando se transforma
numa estrela cadente.
Ela brilha intensamente
e passa em todo o lugar sorridente.
Mesmo que num dia 
ela não sobreviva.
O mais importante 
enquanto dure

´E que ela se sinta viva.

22 fevereiro, 2016

Guerras do Cotidiano (corrigido)


Inimigos no encargo.
Inimigos no tráfego.
Inimigos na escola.
Inimigos jogando bola.

Inimigos na conflagração.
Inimigos na comercialização.
Inimigos na discussão.
Inimigos na racionalização.

Ver como inimigo o vizinho
é, no mínimo, bem tristinho.
Se todos nós somos a humanidade,
Nós enfraquecemos a nossa potencialidade.

Nós desencadeamos
guerras no cotidiano
Em que o maior dano
é a desunião entre humanos.

O derramamento de sangue não é essencial para acontecer uma guerra.
A violência psicológica ou verbal molda uma sociedade hostil que berra
Sem conseguir perceber imersos numa linguagem desconectada e fria 
Como nos empurramos para essa realidade por anos a fio sem autonomia!

Tanta ignorância por arrogância!
Tantas guerras para denegrir e atingir
o "inimigo" diferente porque simplesmente
não é como a gente...

Será que é um inimigo real 
ou é inventado pelo social?!
Precisamos produzir mais e para isso, somos condicionados
a ficarmos cada vez mais exigentes, violentos e isolados.

Por isso, nos acostumamos a nos ver como inimigos
e somente com o despertar da consciência desconstruiremos isso
para assim, evitarmos as guerras pequenas do quotidiano
ao considerarmos cada um semelhante por ser um ser humano.


Referência: Inspirado no trecho do Livro "Multidão- Guerra e democracia na era do império". O trecho pode ser encontrado na página 8/ parágrafo 1 do seguinte link: http://www.egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/resumo_final_multidao_pdf_0.pdf 


27 janeiro, 2016

Consolo da Bailarina



A bailarina tristonha
procura uma música que a envolva.
A bailarina busca em uma cantiga 
o consolo de uma grande amiga.

A bailarina sonha
com sua liberdade.
Cada movimento vem da sua alma
que expressa a sua vontade.

A bailarina voa
em uma delicadeza única, 
chega à Lua 
e lá mostra a música 
que nela habita. 
A Bailarina é a própria cantiga.

Com o tempo, 
a bailarina se permite 
a se arriscar mais
e se apegar menos.
Vive em paz por ela mesma. 
Sem vícios. 
Sem martírios.
Ela dança livre 
entre as núvens, 
os ventos e os tempos...

04 janeiro, 2016

Multidão





A multidão se expressa feroz e veloz
como uma forte potência que veio dizer o que pensa.
A multidão que foi educada sob um padrão
quer libertar a sua voz da profunda escravidão
de ser quem não é 
e de idolatrar aquilo que o padrão social quer.

Alguns viventes usam uniformes
estampado na cara ou em suas atitudes.
Alguns viventes andam em série
seguem o fluxo da maioria,
que não está preparada
para a diversidade de cada vida.

Já a multidão vivencia o valor de cada voz
única que brilha livre das imposições
e que se fortalece com o respeito às diversas expressões.


Comentário: Esse poema foi feito para um trabalho escolar sobre o Modernismo de Literatura quando estudava no Colégio Van Gogh, no bairro Limão. O Modernismo é uma escola literária que estimula a ruptura do padrão da escrita.

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