28 abril, 2023

Constrangimento


 

Mantive meus olhos abertos, 

Minha boca de julgos certos, 

Minha consciência, 

Minha paciência por tempo demais, 

Chorei muito já e confiei com os olhos abertos, 

E agora eu digo: quero um amor que me traga mais paz

E consiga me amar como eu sou. 

Agora a paciência parece que acabou!


Indignada como nunca!

Machucada que assusta 

Os pontos abertos no meu coração 

Que estão doendo. 

Chorando mais uma vez 

Para aliviar por um momento 

E depois volta tudo... 

Quantas vezes passo por isso para te superar?


Eu passei por um constrangimento 

Que está até agora

Por alguém que me entreguei com tanto sentimento 

Que chego a chorar de tristeza e desilusão 

As tantas feridas que doem no meu coração. 


Nunca deixei de ver nada. 

Mas tive paciência de conversar. 

Confiei e agora não consigo confiar mais. 

Me machucou feio tanto que tá doendo. 

O que eu não queria que acontecesse 

Esta acontecendo

Estou te perdendo... você está me perdendo...

E essa perda é real e mais dolorida ainda

Porque não tem peso o suficiente 

Nem diálogo o suficiente que possa entendê-la 

De tanto constrangimento que gira em torno de mim agora 

E raiva por ele me colocar nesses termos. 


Não posso ir para longe...

Anjos me ajudem...

Caminho com os olhos abertos, 

Com a cabeça consciente de tudo o que se passava entre nós, 

Com o coração também, 

Mas o amor e a paixão foram influenciadas por tudo 

O meu direito de valorização, consideração e aceitação também. 


Tudo o que não tenho como passar por cima, 

Pois seria passar por cima de mim

Do que resta da minha dignidade 

Para restaurar meu coração 

Em que se viu muito paciente, 

Conscientemente,

Mas agora a paciência acabou!

24 abril, 2023

Voz de Megera


 


Sua voz ainda ressoa na minha cabeça às vezes 

Como já ressoou muitas outras me dizendo

Que eu ainda não estou pronta.

Você sabia disso? 

Ela é como uma mosca chata!!


Uma professora que sabe "muito bem" educar 

Tanto que se utiliza de rótulos e julgamentos morais 

Para avaliar e categorizar quem é competente 

Com um crivo crítico e severo dos nossos passos. 


Eu me via congelada, vegetal, respirando por tubos

Ao ser tão violentada que nao conseguia dizer uma palavra. 

A tensão em meu corpo era tanta que não sabia lidar...

Eu me percebia todas as vezes lutando contra a maré, mas não conseguia...

Ela me engolia como quem engole o direito de escutar dos seus alunos. 


Mais fácil reprovar do que escutar. 

Mais fácil julgar e diagnosticar do que confiar. 

É uma triste professora que se torna para mim inimiga 

Porque aos poucos suga minha energia e autonomia 

De ser quem eu quiser ser

Sem estar presa ao seu rótulo 

Tão certeiro que me foi como um castigo 

No tempo que estivemos juntas. (E estivemos?)


Eu a odiei por muito tempo! Que lamentável professora!!

Eu não precisava ouvir que não estava pronta 

Para atender só porque não tenho o mesmo jeito interpretativo que você. 

Foi difícil me encontrar como humanista 

E ainda mais desvencilhar da sua voz na minha cabeça. 


Eu apenas sou diferente de você

E com muito orgulho!!

E com o mesmo orgulho, me espelho para ser diferente 

De uma pessoa indiferente aos sentimentos de quem pisa 

Com seu salto alto em quem só tem um sonho como aliado. 


Mas esse meu sonho não morre!!

Não vai morrer meu sonho pelo seu "não"!!

Ele vai persistir em mim, por mim e para mim!

E assim, humanista fui, sou e serei!!



16 abril, 2023

Olhar no Espelho

Não aguento viver com essa dor. 

Ela dilacera meu coração, 

Meu caminho e direção

Por migalhas de amor. 


Um amor que aparece quando convêm

Que é produzido por quem nos faz de refêm

Quando compramos esse conceito de fora 

E internalizamos como um autoconceito agora. 


Eu me perdi do meu centro. 

Não me aventuro adentro

Porque a dor está tão grande nesse instante

Que sufoca e assusta de tão horripilante. 


Eu questiono se vejo ou não meu olhar no espelho

Ou se é seu olhar crítico pelo que desconsidero e põe defeito

Determinando o que mais de especial eu decido

Que são minha dignidade e liberdade, para você, tão sem sentido.

15 abril, 2023

Excedo

Sobrepeso

Queimo

Excedo

Peno

Empenho

Rastejo

Manejo

Percebo

 

Quero ver se é para ser?

Já sei o que será?

Já vi que não é assim

E é assim que se está. 


Nada de novo virá?

Tudo de velho continuará?

Se em vida a gente não vibrar

E em cinzas a gente continuar. 


Em pó escuro, nos tornamos

Se sim ou não, retornamos,

Mas não seremos os mesmos. 

Isso é verdadeiro. Renascemos. 

 


 

Visita (In)Desejada

 
Em desatino

Caminho,

É triste

Sonhar alto

E não se estar 

Contigo

Quando acordar.


Vejo prédios no horizonte

na calada da madrugada

na altura de um monte

Uma janela com a luz acesa 

Me questiono curiosa se está aí na certeza.


Sendo aquela que espia 

E não mais finge ter interesse

Eu até estremeço e me perco em peso

E não posso impedir e fingir 

Que não queira saber 

Se como eu (não) queira (mais) me visitar?

Príncipe Que Imagino

 Solitário andar 

Provocando dor 

Alterando estou

O meu amor.


Por você, decepcionei,

Sonhei e cochilei

Quando acordei,

Chorei.


Ando distante,

Mas você me chama.

Sonho relevante,

Mas você me engana. 


Dor avassaladora

Perceber a ilusão

Que foi saber sonhadora

Que roubou meu coração. 


Foi para me humilhar

Que se atreveste?

Foi para me usar 

Que comigo se esteve?


A mágoa surge em meu íntimo

Como um peregrino que estimo

Porque me pareceu desconhecer

Quem muito agora me fez sofrer. 


Sobrevive nas pegadas 

Por apenas migalhas ingratas

Que estais a me oferecer

Achando digno assim viver?


Não me contento com esse amor

Que mais enlouquece pela dor

De não saber que o externo e o interno

Se complementam no que é de mais esmero. 


O equilíbrio entre a aparência 

E a virtude da benevolência

Desloca meu ser em imersão

Numa completa confusão. 


Do que fazes de mim? 

Prisioneira serei?

Não quero me ceder.

Não vou me vender. 


Socorrerei minha alma,

Que perdeu meu corpo por nada

E não se percebe em calma

Querendo gritar enclausurada.


Mal amada tão constrangida.

Desalmada que até alastrou a ferida

Fragmentando em mil pedaços

O meu coração em mil cacos. 


Me desespero pelo fim 

do que você tenha prometido

Porque não é realmente assim

Que seja o meu príncipe em que me imagino. 


 

09 abril, 2023

Choque - Conto narrativo


A estória foi completamente inventada pela autora!! O nome dos capítulos são inspiradas em nomes de músicas dos The Beatles


 

Capítulo 1: Dois de Nós

— Estamos em quatro. Dois de nós precisam ir lá para ver se ela está lá! -exclamou Pedro preocupado.
Diego se ofereceu contrariado, mas com medo do que poderia acontecer com ele lá. Será que valeria a pena?
Marjorie disse cruzando os braços e balançando a cabeça negativamente:
— Eu não vou não. Que medo! Vai sobrar para a gente. Acho melhor ninguém ir e ficarmos aqui, gente!!
Nathália tirou da bolsa uma pinça dizendo que só tem isso com que pudessem se defender. Nathália foi se aproximando devagarinho da tranca da combie em que estavam todos trancados, no meio da noite, assustados, mas não queriam deixar de tentar...
Em contrapartida, Marjorie gritou desesperada :
— Não!! Você está louca? Melhor a gente não abrir!! Mantenha a porta trancada!" – segurou a mão de Nathália o que fez elas se olharem com raiva contrariadas.
Até que, de repente, ouviram um barulho do lado de fora.
Todos se assustaram.
Mas ninguém viu nada.
As meninas que falavam ficaram quietas. Pedro fez chiu bruscamente e disse:
— Mesmo querendo ir ver se ela está bem, era melhor deixar a porta trancada. Verifiquem se todas as janelas da combie estão fechadas até em cima.
Todos estavam ofegantes por terem corrido tão depressa. E agora que estão na combie trancados, não sabem se vão ou não atrás de Helena.
Nathália começou a chorar preocupada com a amiga lá fora sozinha. Eles chegaram e ela simplesmente não estava com eles.
Pedro coloca a mão na cabeça, bufa e irritado diz:
– eu só corri tão rápido na frente de todos que nem olhei para trás!
Diego enconsta a cabeça na janela como sempre faz quando está chateado e enquanto fecha os lados tenta evitar as mil imagens do que pode ter acontecido com Helena. Ele franze a testa e balança a cabeça dizendo:
– não!! Minha mente não para de me pregar peças. Eu não quero nem pensar nisso.
Nathália chorando se questiona:
- Eu me lembro que ela estava com a gente antes de aparecer... Ela estava do meu lado! Eu preciso ir encontrá-la! Eu amo a Helena!! Não podemos deixá-la lá!!- Nathália se levanta rapidamente, mas Marjorie, ainda tremendo de medo, também se levanta e a impede a abraçando por trás colocando todo o peso nas costas de Nathália que agacha e copiosamente chora com o rosto encolhido em direção a barriga.
Marjorie fala:
– Espera, Nathy! Eu também gostaria de encontrá-la. Mas agora não é hor...
Nathália tenta se desvencilhar dos braços por cima berrando em meio ao choro:
– Como não é hora? Quanto mais a gente demora, pior para ela!!
Marjorie fecha os olhos como se não quisesse ouvir o que dizia, mas diante tanto medo, é mais forte do que ela:
– Mas é melhor para a gente.
Nathália aborrecida:
– Como pode pensar assim!! Ela é minha amiga!! Achei que fosse sua também! É mesmo só pode ser porque no fundo tá torcendo para ela se fuder lá depois do que ela fez... pura estupidez!!
Nathália mais agressiva a empurra para trás. Mas Diego, é impedido de continuar tendo seus devaneios apoiado à janela, perto da janela vai até ela e bem perto de seu rosto: "Nathy, eu vou com você." 
 
Capítulo 2: Socorro
Nathy e Diego abrem a porta de trás da combie e saem juntos com a pinça na mão e Diego pega um galho caído do chão.
Diego fecha a porta dizendo para Nathália que pegou pesado com Marjorie.
Nathália não abre mão, dá de ombros e diz que uma coisa é ter medo como eu estou e outra coisa é não fazermos nada. Precisamos pensar em Helena.
Diego tenta discordar
Eu acho que numa situação dessa se proteger não quer dizer que não gosta de quem ficou pra trás.
Nathália quem sabe... pelo menos, que ainda está com raiva pelo que Helena fez mais cedo com os cadernos é verdade. Marjorie não gosta quando a gente se intromete na vida dela.
Diego ri nervosamente e diz:
—E isso a Helena adora fazer. É tão preocupada com a gente. Se acontecer algo com ela, eu não sei o que sou capaz de fazer.
Nathália responde prontamente:
– e eu também. Helena foi a minha primeira amiga na escola, antes de conhecer a Clarice e Pedro. Ainda bem que Clarice não veio hoje. Ela teria um infarto. Do jeito que é. Teria desmaiado na hora que vimos aquilo. Não tô acreditando que isso é real. Eles são reais? Será que é isso mesmo o que vi?
Diego sério e realista:
— Nunca acreditei neles! E ainda não sei se acredito. Mas afinal, ele estava no céu. E agora como pode explicar o quão veloz se movia! De uma forma tão retilínea! Piscava! Estrelas não fazem isso!! Será que não podia ser algo que a gente não tem conhecimento?
Nathália quase cai por conta de um buraco que não viu, Diego a segura pelo braço se aproximando. Nathália dá um grito de susto breve, mas logo abafa quando vê seu rosto mais próximo como nunca. Diego tem um rosto muito bonito.
Nathália tenta se recompor, dá um passo para trás recuando e agradece timidamente Diego que diz que está tudo bem e completa:
– Eu estou com tanta adrenalina que estou alerta nos mínimos detalhes!
Nathália concorda dizendo:
— Pois é! Que baita reflexo!! Agora acredito que foi atrás dessas árvores que estávamos reunidos quando vimos.
Diego boquiaberto assustado:
– Como é possíve!! Não tem mais nada aqui. Cadê aquilo que estava no céu? Onde está Helena?
Nathália junta as mãos em oração chorando:
— Oh meu Deus! Nos ajude a achar Helena!! E que todos possamos voltar em segurança. Que ela apareça!! Oh meu Deus!! Está tudo muito escuro!! Só com as lanternas do celular dificulta. Nos ajude com sua luz, Senhor. Nos leve a ela.
Diego abraça Nathália em que choram juntos preocupados com Helena, mas pega o rosto de Nathália e sussura olhando em seus olhos pretos:
– Estou com você. Vamos continuar procurando.
Diego seca as lágrimas e afasta a franja na testa colocando na orelha de Nathália para que ela olhe bem para ele.
– Vamos conseguir!
Nathália consegue olhar em seus olhos azuis, sente maior segurança e assente com a cabeça tentando se manterem mais concentrados.
Eles abraçados lateralmente descem um campo com cuidado para não cair.
Eles veem um macaco na árvore que se esconde ao ver a lanterna.
Depois do que chega a ser uns 10 minutos de caminhada, eles encontram uma fita semelhante a que Helena estava usando ainda mais para frente do lugar em que eles estavam.
Quando Diego vê e Nathália confirma, ela desaba a chorar e ele a abraça dizendo: o que será que houve? Realmente aconteceu algo com ela.
Nathália e Diego passam a andar desesperadamente pela floresta chamando pelo nome de Helena repetidas vezes até que em um desses gritos,Nathália fica agashada tentando descansar as pernas por um momento e volta a chorar muito.
Diego estende a mão, Nathalia levanta e se dão um abraço em que ele coloca o braço direito em sua nuca deslisando-o ate a nuca por trás e o braço esquerdo em suas costas. Ele dá um beijo em sua cabeça. E então, ela desabafa:
– Como isso está sendo desesperador! Não a encontramos. Só a fita dela! Como é possível? E já está muito escuro!!
Diego põe a mao em seu rosto com o cabelo todo bagunçado acompanhando seu movimento. E então ele responde:
— Nós simplesmente não temos nenhuma ideia do que aconteceu. É uma sensação de muita impotência... e preocupação com a vida dela.
Nathália continua olhando entristecida para ele:
— Ainda mais Helena que sempre foi como uma irmã para mim, não gostaria de perdê-la.
Diego responde incerto das palavras:
— nós não iremos perdê-la. Talvez amanhã com a luz do dia fique mais fácil achá-la ou ela pode conseguir encontrar o caminho sozinha. Lembra de como ela é independe e sempre soube se virar. Ela que me incentivou a estudar pra aquela olimpíada impossível de Física e eu consegui ir bem!!
Nathália dá um sorriso leve e diz:
— É claro. Helena foi quem me ajudou na competição de Natação. E fora que ela é excelente com xadrez. Sempre tem um ótimo raciocínio.
Diego olhando pra Nathália com dificuldade franze os olhos como não querendo ver e colocando as mãos em seus ombros:
— Isso vai ser como um xadrez pra ela, Nathy!
Então, de repente, eles escutam a buzina da cowboy.
E então, se dão um sorriso esperançoso de que estejam sinalizando a sua volta. Eles correm para a cowbie o mais rápido possível. De longe, já deu para ver que estava dentro dela com os vidros um pouco embaçados Marjorie e Pedro.
Nathy diz irritada para Diego se aproximando do veículo:
– Ué? O que houve? Por quê buzinaram pra gente se Helena não está aí? Eu só posso não estar a vendo... só pode ser!
Abrimos a porta pedindo uma explicação:
Marjorie estava com uma garrafa de água estendida para gente exclamando em alívio:
– Finalmente, vocês voltaram!!
Nathália reclamou: "Por quê buzinaram?"
Diego perguntou sério: o que houve? Vocês estão estarrecidos por quê?
Pedro saiu da cowbie para nos abraçar em conjunto aliviado dizendo que já passaram horas em que fomos. Estavam preocupados com a gente achando que poderiam ter sido levados por eles também.
Marjorie continuou:
— Está acabando a bateria do meu celular. E não me agrada a ideia de ficarmos aqui na floresta de noite sem proteção nenhuma nem ao menos celular!!
Nathalia sem querer acabou escapando:
— Mas se ainda não chegamos é porque ainda não achamos Helena. Aliás, pior!! Só achamos essa fita, uma parte dela, o que é bem pior porque agora sabemos que aconteceu algo com ela.
Pedro vendo o objeto em sua frente volta a se desesperar como antes pois percebe que é real murmurando:
— Helena foi raptada!! Desapareceu!! Eles a levaram para dentro daquela coisa? Ela está sendo bem tratada? Será que foi para outro planeta?? ONDE ELES A LEVARAM? OH, o que vamos dizer para seus pais? Era para ter sido um dia tranquilo fazendo trilha como sempre fazemos. Só paramos pra dar uma descansada e conversada naquela casinha de madeira quando vimos um disco!!
Diego alegou:
— Não podemos afirmar o que seja ainda. Mas é realmente algo que não sei explicar com os conhecimentos de física que eu estudei na escola. Nosso professor Laércio não vai acreditar na gente...
Marjorie disse baixo:
— Ninguém vai acreditar que presenciamos um disco e que ele ainda raptou a Helena. Como vamos explicar isso? Melhor inventarmos uma história.
Nathália discordou veementemente:
— Claro que não!! O que vamos inventar?? Por quê?
Marjorie olhou para Nathália como se fosse lógico e óbvio dizendo:
— Vão dizer que estamos loucos...
Nathália bateu o pé:
– Se alguém falar o que é possível, a gente sabe o que a gente viu...
Diego disse com a mão direita na cabeça:
— Saber saber a gente não sabe né? Eu preciso respirar um pouco e estudar mais... pensar melhor nas hipóteses do que pode ter sido...
Pedro murmurou encostando na porta ainda aberta da cowboy:
— Acredito que ela pode ter sido capturada por qualquer pessoa!! Pode ter se perdido na floresta!! Pode ter acontecido qualquer coisa!! Não necessariamente foram eles... mas não deixa de ser uma hipótese...
Quando ele disse hipótese, a gente escutou um morcego não tanto, mas perto deles. Eles imediatamente entraram na combie, antes que esse bicho pudesse entrar. Ligaram o motor e foram embora para a república.
Diego olha para Nathália ao seu lado, vendo que está com uma cara entristecida ainda por deixarem para trás Helena, mas não tem mais outro jeito.
Diego pega em sua mão e diz:
— Vamos voltar para a casa que fica na cidade e amanhã logo pela manhã vamos voltar e verificar bem direitinho cada centímetro dessa floresta!!
Nathália fez um cara agradecida por compreendê-la e retribui o toque de mão:
Ela responde então:
— Obrigada, Di, por ter ido comigo. Espero que amanhã acabe o que parece ser um pesadelo.
Eles se abraçam lateralmente até onde permitem os cintos de segurança.
Marjorie e Pedro que estão na garupa na frente da combie e parecem estar conversando sobre os extraterrestres e de como o que viram poderia existir realmente.
Entrar nessa discussão quer muito Diego, mas agora está tão triste, que prefere ficar reservado e apenas devagar já que diante do que experienciou junto com seus amigos de faculdade da federal do interior de Quixadá, ele tomou um choque.


Inspirada num caso real de Barroso explicado no livro de ufologia. 


04 abril, 2023

Intento


 
Me ensine a colaborar ser o meu intento.
Note que só eu posso contigo me possibilitar.
Junto o que posso sobreviver em vida e em tempo.
Numa crise, colocar-me-ei com você em primeiro lugar.

Justifico o estado da solidão
ao achar alguém bom para meu coração.
Justifico o estado de ignorância
ao procurar aprender em aliança.

Persisto sendo eu que então,
farei a melhor que eu puder canção
Que darão sentido às sensações organísmicas em meu caminho
Entre conquistas e desafios, e daí, darei a você talvez um sorrisinho.

Não é nada excêntrico
Nem simplesmente linear...
Diante de crises e aprendizagens, é sistêmico
por assim crescer, ser e se transformar... 


30 março, 2023

Arco e Flecha

 


Curtindo a brisa do amor que tanto me preenche na calada da madrugada. 

Abrindo o baú de cartas que tanto me dei na ânsia para que eu escreva quando estiver apaixonada. 

Permitindo ao amor e aos desafios advindos da convivência em cada carta entreaberta.

Sentindo o fluir do que quer que tenha acontecido ganhar sentido ao me acertarem como flecha. 

Abrindo o arco com os meus sonhos de ser amada que são o que me motiva a escrevê-las.

Curtindo a reciprocidade ou odiando a impessoalidade em cada parte de cada carta ao concebê-las.

Permitindo tocar em minhas cartas percebendo a textura, a cor, o tom, o jeito e o sentimento.

Sentindo respeito à minha história entreaberta num baú e hoje vejo: quem mais quero escrever é para ti,

e, a partir dessa intenção de ser sua mulher e humanamente querer ser amada de corpo e alma aqui,

eu me entrego a esse momento tão seu e tão meu, tão nosso, que inicia, percorre e se encerra

com a mesma ternura e loucura de perceber o quanto em uma carta tem tanto que a revela e até berra

palavras carregadas de lágrimas de alegria ou tristeza a ponto de me acertar com uma flecha em cheio

que tornaram-nos vivos ao querermos cativar e sermos cativados para o arco se abrir por inteiro.

E hoje com você inevitavelmente e absolutamente percebo

que meu arco mais se abriu por você porque você me cativou com carinho 

e essa flecha eu livremente e conscientemente concebo,

para ajudar nessa luta diária com o mundo cotidiano, com um sorrisinho...    

29 março, 2023

Gotas



Gotas de azul em conformidade com o mar

Que transborda de tristeza o meu olhar.

Gotas de violeta que vem do céu repletas de beleza 

Que transbordam de gratidão à natureza. 

Gotas de prata que transcendem a alma,

Que transmitem amor, pureza e calma

Como assim é a água

Com poder sob a mágoa.

Lágrimas no céu e no rosto 

Se recaem com desgosto e gosto 

Querendo fazer à Terra o zelo 

Que há aqui dentro do meu peito.


Poesia ecológica! Amei escrever!

Interação para a poesia lindíssima da amiga recantista Juli Lima. Acesse: https://www.recantodasletras.com.br/poesias-de-natureza/7750607

11 março, 2023

Magia dos Sons



A ntena de magia

S om da Alegria

M assagem no ouvido

R aridade paraíso


Ondular as ondas

Amassar a massa

Encaixar a caixa

Martelar o prego

Passar o ferro

Estralar o dedo

Mastigar a espiga

Beijar a amiga

Coçar o couro

Massagear o ombro


Brasa da fogueira

Cascata de cachoeira

Ampulheta de areia

Nado da perfeita sereia

Cortar um pepino

Tambor do hino


Acariciar deslisando

Saleiro chacoalhando

Chaleira esfumaçando

Torneira abrindo

Chuva caindo

Bolacha esfarelando

Pipoca estourando

Bolha furando

Louça lavando


Quantos sons fazemos ao longo do dia
 
E nao percebemos na pura monotonia?

Por quantos sons vamos atrás para acalmar

e quantos outros sons tentamos nos afastar?

Alguns sons aleatórios derretem o cérebro,

Se, é claro, nos entregarmos com esmero.


Um conjunto rico 

de experiência sensorial

Merece uma poesia monumental

Que a poetisa suspira a fazer

E sussurra em seu ouvido

Tais palavras que estais a ler...

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