24 abril, 2022

Um Saltitante Chafariz





Me sinto tão feliz 
Que posso parecer 
Um saltitante chafariz 
Por estar contigo a viver. 

Me sinto tão apaixonada 
Que posso simplesmente sorrir
Totalmente do nada 
Me arrepiando ao te sentir.

Uma preocupação 
Com nosso bem estar 
Para que de coração 
Possamos juntos nadar.

Quero poder ter companhia 
Da sua mais autenticidade completa 
Mesmo que com medo ou valentia 
Caminhar nessa avenida de ruas repleta.

Para onde vamos nós podemos ver 
Onde, como e quando escolher,
Mas espero que fique em nós o chafariz a saltitar 
E nós juntos nos amando ao redor dele a mergulhar e nadar... 


06 abril, 2022

Eu e Nós




Há uma possibilidade 

De se desvendar 

Na naturalidade da realidade

Do "eu" a se mostrar. 


Há um encontro profundo

Audível no silêncio 

De si mesma, de dentro,

Entre si e outro sujeito,

Entre si e o mundo... 


O Eu autoconfiante é inteiramente suficiente

Para escolher confiando em seu crivo potente,

Perceber o que lhe é sensível 

E prorromper o que para si é possível. 


A experiência revela o "eu"

Na sua potência de um sentimento seu 

A estar presenciando sem censura,

Quando acolhe a si mesmo nessa abertura. 


O crivo pessoal se observa e se fortalece 

E ao mesmo tempo o do outro se percebe 

Podendo sondar o que possam ser feitos

Pensando nos dois em suas necessidades,  sentimentos e direitos... 

30 março, 2022

Os Dizeres da Natureza

 
O dedilhar das cordas,
o cair das folhas 
e o esconder das conchas 
são como refúgios naturais,
como recantos musicais. 

O passeio pelas notas, 
o cantarolar das gaivotas
e o germinar que brotas
são como dizeres da natureza
que representam nossa fortaleza. 

A humanidade pode vir a perder muito
ao se desconectar desse murmúrio
de paz e sossego, embora seja possível ouvir 
no sublime som do violão 
 entre almas e Deus a interconexão 
a existir 
como partes da natureza
 a ponto da leveza
a gente sentir 
na vida a fluir...

 

 
obs.: Poesia inspirada na cantora Flavia Wenceslau que sempre nos encanta com sua voz e violão.
O poema está desenhado parecendo um violão sem ter sido intencional. 


 

Zanzar na Ventania

Zanzar na Ventania

 

A ventania

de hoje

me faz zanzar

com ora alegria ora agonia:

o que puder experimentar

em minha humana face

a cada dia.

 

A ventania

de hoje e de ontem,

no sentido do meu ser, me recria

pelas recordações que em mim fica,

no presente atenta vivencia

E no futuro maleável modifica.

 

A ventania

Do ontem, do hoje para o amanhã

faz despertar

a autoconfiança pela manhã

com a possibilidade de respirar,

experimentar ao longo do tempo

e poder ser "eu" a cada momento.

 

Referência: 
Poesia inspirada levemente na música "Apenas Eu" da Luisa Sonsa que traz uma mensagem bem forte e humanista. 
Inspirada também no existencial-humanista- fenomenologia de Heidegger e psicologia humanista de Carl Rogers. 
 


28 março, 2022

Revelação






Hoje você me olhou de um jeito intrigado
Com tanto desejo, alegria e ternura
Que me deixou sem graça e amando ao mesmo tempo
O quanto me fuzilava com os seus olhos e me levava para um outro lugar...
Quando eu te perguntei graciosamente o motivo,
Me disse que tinham muitos motivos que poderia revelar... 

O quanto amava o meu jeito ao explicar ou contar uma história.
Eu senti que brilhava enquanto contava
E o quanto igualmente em me ouvir se interessava. 

Me disse que me desejava como mulher
E o quanto não conseguia deixar mais de disfarçar
E de querer como homem me mostrar além de palavras, gestos e sinais, 
pois estaria disposto a passar noites comigo viscerais e transcendentais... 

Me disse o quanto gostava de mim como pessoa
Com meus ideais mais humanistas e naturalistas
E você dizia que conseguia se sentir mais autêntico
Para falar o que quisesse, mesmo que fosse com ou sem medo... 

Eu costumo te dizer como te aceito como pessoa também, 
Com todos os diversos humanos sentimentos...
Te admiro e te quero para mim
Tão inteiro e simplesmente assim
Para passarmos mais momentos viscerais e transcendentais lado a lado
Com o nosso coração enamorado e apaixonado... 

Me olhou hoje de um jeito que revela tanto sentimento, 
Tanta atitude e carinho verdadeiro
De me querer também para ti. 

E eu sinto no meu coração e no meu olhar o mesmo
Como uma ternura e o início de um amor de alma
Por realmente nos atentarmos um ao outro
E querermos cuidar como preciosos tesouros
Do que sentimos e do que necessitamos
Como da segurança que em um olhar tanto revelamos...

25 março, 2022

Viagem Multicolorida - dueto 11 com Rômulo Reis e Beatriz Nahas

 



Infinidade de coisas para explorar 

Universo tenho ao meu alcance 

Os pensamentos criativos 

Surgem como uma avalanche.


A criatividade flui de mim

Como um riacho intenso 

Que eleva meu eu tão alto assim 

Que me vejo feliz e imenso.


Temporal de possibilidades 

Chove idéias inspiradas 

Numa tela gigantesca 

Em tintas e cores variadas.


Deslizando nessa cachoeira 

O meu barquinho multicolorido 

Alegrando a brincadeira 

De um arco íris refletido.


Navegando rio abaixo

Leva um segredo destinado 

Quando chegar em suas mãos 

Ele será revelado.


O segredo está em versos 

Dedidalhos nesta criativa poesia 

Que num papel por caminhos abertos

Chegará a ti com alegria.

24 março, 2022

O Apagar das Luzes - Dueto de Leonardo Andrade e Beatriz Nahas




A morte para ser aceita na existência

Por uma criança que perdeu sua avó querida

É possível se reconhecer na essência

A finitude e a sua angústia durante a vida.


A morte, única certeza nesse mundo incerto

Destino incontornável que ninguém quer chegar perto

Quebra normalmente abrupta do caminho aberto

A transmutação do cultivado jardim no árido deserto.


A morte, cerramento das cortinas, apagar das luzes

Eteriza-se em epitáfios, sepulturas, jazigos e cruzes

Representada por véus, mortalhas e sombrios capuzes

Adornada por coroas e corbelhas de flores ou simples urzes.


A morte quer ser lembrada,

Mas nós a mandamos ir embora...

Ela não tem como ser impossibilitada,

Quando é chegada a sua hora!



Comentário:


Agradecimentos ao 

Poeta Leonardo Andrade. 

Uma grande alegria a nossa colaboração nesse dueto.

Em sua página abaixo, ele muito contribui para a poesia também. Acesse: 

https://pragmatha.com.br/produto/graos-pensamentos-vaos-e-desvaos/

11 março, 2022

Tem Coisas que o Silêncio Fala - dueto de Eduardo Samuel Ferreira e Beatriz Nahas

 TEM COISAS QUE O SILÊNCIO FALA

Eduardo Samuel Ferreira/ Beatriz Nahas 



Nem tudo é dito com palavras, às vezes

basta um simples olhar.

O poeta escancara o seu pensamento

quando através da poesia vem se expressar.


A poesia sobrevoa na emoção 

Que encara o poeta 

Quando escuta seu coração 

E, através da palavra, o revela.


Revela a sua alegria

e também a tristeza no amor.

Mesmo com o coração doendo

escreve pensando em ajudar o leitor.


Mesmo com o coração doendo, 

Chorando até secar, 

Encontra nas palavras se acolhendo 

Já que de tão real chega a emoção aceitar...


Em muitas situações, a alegria também merece

o nosso silêncio em virtude de gente invejosa.

É melhor entrar no quarto, fechar a porta e agradecer a Deus, também; pela vida estar maravilhosa.


O silêncio fala 

Do nosso mundo 

Quando a gente para 

Para um momento poético profundo.


10/03/2022


Poesia feita para a participação na linda página do facebook que tive a alegria de participar "POETISAS VALOROSAS (DUETOS COM O POETA EDUARDO SAMUEL FERREIRA) que se encontra no seguinte link: 

https://www.facebook.com/groups/1438489826326232/permalink/2073615902813618/

Gratidão!!! Um abraço para você e sua família. 

25 fevereiro, 2022

De Repente


 

Uma respiração ofegante 

surpreendeu-me de repente

já que depois de um instante,

Não me via mais em seus braços tão contente. 


Tão apaixonada eu me sentia, 

porém você escolheu se afastar tão de repente assim

dando mais ouvido às suas autodepreciações e à agonia

do que ao nosso amor tão forte e inabalável em mim. 


(Em nós, quero dizer... Mas não poderia dizer por você)


Agonia e insegurança que tanto, de repente, às vezes, sinto 

de não saber se sou a pessoa "certa" para ti, 

mas por nos amar e querer nos ver felizes, não minto 

que não impediria que nossa história prosseguisse daqui.

 

(se ainda estivesse na sua). 


Mas, de repente, você o impediu, 

minha escolha não permitiu, 

o que tinha a dizer não ouviu

e por isso, tive que afogar tudo o se sentiu...

 

O que senti foi tão forte que isso me sufocaria, 

então, resolvi guardá-lo na gaveta da memória 

Afogá-lo assim, de repente, não sei se conseguiria

porque foi uma pessoa importante na minha história. 

 

Porém, sempre soube que poderia amar de novo de repente, 

não sendo de você (como você zombou do meu amor) dependente. 

Me percebo querendo ser mais valorizada dando mais chance 

a outra pessoa que queira se entregar de peito aberto a um romance. 

 

Inteiros mais autoconfiantes, mais nos fortaleceríamos...

Aceitaríamos o quesito humano das nossas inseguranças, e assim, seguiríamos... 

Mas se você não aceita e se auto recrimina sempre por isso em você, 

não tem o que eu possa fazer... Então, Adeus! Rogo a dizer...


Partirei a minha história singela e singular seguindo,

descobrindo e me abrindo para outro que for se permitindo 

viver o amor em toda a sua mais completa dimensão 

numa autêntica, vulnerável e livre conexão de coração a coração. 


Assim, não viveríamos de um quase fim. 

Conscientes do que escolhemos para você e para mim, 

aquilo que de repente poderia desmoronar

teria menor chance por tão sincero se tornar o amar... 

 



01 fevereiro, 2022

Confie




Eu vejo uma menina
No balanço
Com tranças no cabelo
Desejando que alguém
Apenas confie nela,
A fazendo se sentir sob as nuvens,
Atravessando o rio,
Quase caindo da árvore
A que imagina estar apoiada
Olhando do alto tudo em volta.


Depois de tantos xingamentos,
Depreciações,
Ofensas e comparações,
Ela só quer silêncio
Para manter seus sentimentos
De como ela ainda pode confiar em si mesma
Ao olhar para dentro.


Ela se balança
Com os cabelos voando,
As lágrimas se derramando
Pela sua face
E molhando suas bochechas rosadas
Que caem sob o seu colo.


Ela é uma mera menina sob o balanço
Que só queria que alguém
confiasse nela,
Em sua capacidade de voar
Como uma borboleta e de viver...
Mas ela relembra de certas hostis vozes
E percebe que se não estão prontos para confiarem nela
Que precisará de mais forças ainda
Para confiar em si mesma.


A menina, então, ao se conscientizar disso
Se joga tanto para frente
No balanço
Com tamanha força
Que ela chegou tão alto
Como se estivesse no topo de uma árvore
Vendo o rio fluir sob o horizonte de toda a cidade
Que a assusta, mas ela está tão alto que ela fica maravilhada também com a paisagem...
Ela, simplesmente, não quer mais sair dali
E de sentir que é capaz de estar...


Documento da poema:
Inspirada na sensação despertada pela letra da musica "Seven" da Taylor Swift e um pouco lembrei do filme "Ponte para Terabítia", quando estava escrevendo. 

Antes de fazer essa poesia, estava extremamente impactada com a notícia de uma mãe que matou o seu filho autista o sufocando com as próprias mãos. Acredito que tenha escrito pensando um pouco nisso e no quanto é importante trabalhar e exercitar a confiança nas crianças, embora possam haver sentimentos de insegurança procurando humanizar os adultos também, porém a confiança pode fortalecer os vínculos e deixar que a criança possa se sentir livre para ser ela mesma em relação consigo e com os outros, que é algo que aparentemente faltou nesse caso. 



23 janeiro, 2022

Sabor da sua Boca





Te encarei
No meio da balada
E me deparei
Com uma cilada
Em que me fascinei
Por sua mirada.


Te enfeiticei
Com o olhar
Pois precisei
Confessar
Que vivenciei
O paquerar.


Conversou
Brisa boa.
Se aproximou
Da minha boca.
Me beijou
Deixando doida.


Eu beijava
Outros lábios,
Falava e dançava
Com outros otários,
Mas seus lábios ansiava.


Neles numa profusão,
Eu pensava sem querer
Chamando a atenção
Que me atrevi a me ver
Intrigada por essa emoção.

Quando te revi, sorri
Mais com outro beijo,
num prazeroso momento, em que senti
Um conforto urgente sedento
De que fiquemos por aqui.

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