Ela pode nos salvar em qualquer momento desagradável.
Podemos imaginar algo que nos envolva e acolha.
Quem imagina, tem uma arma poderosa na mão
para escapar de qualquer frustração.
A adversidade pode nos sufocar
Se somente nela a gente focar.
É preciso relaxar,
deixar a mente vagar,
graças a esse certeza da nossa vida:
nossa mente é livre para imaginar, ousar, renovar...
Deixe a imaginação solta!
A sua mente voa!
A imaginação não te perdoa
Se você a esquecer
Presa dentro de você!
-------- outra versão
Imaginação Solta
Uma imagem na minha mente Sorri para mim. Por um instante, Acho que está falando comigo. Ela quer que eu a liberte. Eu pergunto a ela: como posso fazer isso? Ela me diz para fechar os meus olhos, deixar a imaginação me levar e à emoção me entregar... Peguei um papel e uma caneta e a libertei num lindo desenho em que me apaixonei.
A imaginação é uma vida que não se desfaz. Ela pode nos salvar de algum momento desagradável. Podemos imaginar algo que nos envolva e acolha. Deixe a imaginação solta! A sua mente voa! A imaginação não te perdoa, Se você a esquecer Presa dentro de você!
Desenho: Paul Heaston. Desenhista Urbano Beatriz Nahas
Referência: Poesia bem antiga. Nunca a postei. Eu a arrumei agora inspirada na série "Anne with an E" e decidi postar. A poesia acabou sendo uma homenagem a Anne, uma personagem cativante e muito imaginativa.
Link do Desenho: https://www.instagram.com/p/BsZm_XYgGwo/?utm_source=ig_web_button_share_sheet
Numa favela, uma criança faz e empina uma pipa Como a esperança viva Em seu coração que quer gritar no céu para ser vista nessa escuridão.
As roupas esperam já por muito tempo no varal, Enquanto o baile funk tão legal, Agita a vida de pessoas tão esforçadas E por justiça desesperadas...
A injustiça pela qual me refiro É aquela dos privilégios só por ser branco e/ou rico em detrimento do negro e/ou pobre já que não tem o socialmente construído "sangue nobre".
Me refiro à desumana exploração Pela má distribuição de renda e fraca educação que podem resultar em massa acomodação e pela revolta ou necessidade tanto trabalhador cedo ou ladrão.
Apesar das dificuldades que o pobre passa realmente, O ladrão não percebe que trabalha para uma rica gente. A indústria bélica, presidiária e de câmeras crescem, E assim se reproduzem os sistemas que se fortalecem.
Pessoas sem terem do governo a devida atenção Podem se sentir presas numa escuridão por não saberem sair desse lugar e por não saberem como uma pipa por aí podem voar...
Todos observam E um tanto invejam A pipa no céu Que é livre para voar ao léu.
A pipa dá à criança Um bom exemplo repleto de esperança De que no céu vejam sua revolta em perseverança, reivindicação social e fé Que vão deixar sua consciência limpa por poder agir pelo que ela quiser.
Como a criança que com o estudo fez a pipa E que a vê voando com a fé e a alegria, A pipa a motiva a livremente voar e a desviar quando outra pipa bruscamente a alcançar...
´E essencial a criança entender Que haverá chuva no entardecer, Pois ela encontrará resistência O que ela pode escolher pela bem crítica e sagaz persistência...
Vivaz a criança vai voar quando como uma pipa se encontrar autoconfiante, mesmo com todas as cidadãs reivindicações sociais e dificuldades, e dedicada no equilíbrio entre o reproduzir e o produzir, ajudar os seus e a sociedade.
Referências: Poesia
inspirada no rap "Outro Caminho" da Facção Central e na pintura acima
de Gentil Correa. A poesia "Balas Perdidas" é uma continuação
imprescindível dessa poesia. Eu escrevi as duas com a intenção de se
complementarem.
Beatriz Nahas
Comentário:
Já há muito tempo eu estava querendo fazer um poema sobre a favela que desse mais esperança às crianças, restabelecesse sua autonomia e expressasse suas angústias. Eu pesquisei várias imagens antes e tinha assistido uma entrevista da Anitta e um video da Tábata Amaral contando como que elas conseguiram destaque embora morassem na periferia. Eu me preparei conversando com uma amiga que mora num bairro periférico e em algumas músicas de rap da Facção Central graças ao Carlos Eduardo Taddeo que é muito reconhecido no meio. Seus raps tem tanto a questão da revolta quanto a questão do estudo bem equilibradas justamente como eu queria fazer na minha poesia. Eu fico preocupada de soar rude ou ignorante a poesia. Então, quem achar algo desrespeitoso, por favor dialogue comigo e me comunique nos comentários.
A menina cumprimentou o pequeno esquilo
Que passava na floresta solitário e faminto.
A menina de touca roxa não era rica,
Mas compartilhou com o esquilo sua comida.
Comida repleta de carinho
A um esquilo tão tristinho.
Mesmo com tão pouco a comer,
Foi o suficiente para o esquilo se fortalecer.
Ela o ajudou com a boa vontade,
com a verdadeira caridade,
nada em troca a esperar
somente queria ver o esquilo melhorar.
O esquilo a agradeceu
E ela contente por ajudá-lo respondeu
Que gostaria de lhe dar um abraço
já que não era o único a ser solitário.
Logo, a menina e o esquilo
Seguiram como grandes amigos
Que doavam um ao outro atenção e carinho
que seus distantes pais haviam repelido.
Como a menina e o esquilo muito bem se faziam,
Eles decidiram que irmãos de coração seriam
Porque é possível construir no presente novos vínculos
que podem ser incluídos no nosso caminho
nos mostrando que nunca estamos sozinhos.
Se o esquilo é realmente uma boa companhia,
os pais negligentes da menina
não sabem.
E nem vão saber, pois a menina deixou sua casa e com ele, seguiu viagem...
Comentário: Eu não quis definir, nessa versão, se o esquilo é realmente do "bem" ou não porque podemos encontrar amigos com várias intenções durante a nossa vida. Por isso, surpreendentemente, essa poesia acaba tangendo vários temas: Caridade, Amizade, Construir novos vínculos e amigos, amor aos animais, podemos construir nosso futuro, depressão, Negligência dos pais, sequestro, pedofilia, drogas, rejeição, não confiar em qualquer um, independência, criança decide ir embora de casa, namorados se quiser ver o esquilo como um, desprendimento do nicho familiar e amor ao próximo.
Eu fiz outras versões antes dessa que é a que eu fiz para poder postar no "Recanto das Letras", um blog coletivo, como faço semanalmente. Essa versão acima é a junção das outras duas e uma complementação porque queria um outro final.
Meu perfil do recanto das letras: https://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=194768 Outras versões do poema: 1. Só sobre a solidão: http://rumoaminhamente.blogspot.com/2018/10/a-menina-e-o-esquilo.html 2. Só sobre a caridade: http://rumoaminhamente.blogspot.com/2018/10/a-menina-de-touca-roxa-e-o-pequeno.html
Briga! Briga! Briga!
A escola grita, vibra
e formam uma rodinha para as duas garotas
que agem como loucas.
As duas entretem
As pessoas que veem
A violência como diversão na certa
Como nos duelos e torneios da idade média.
Escravos por vingança ou herança colocavam armadura
Para matarem ou morrerem na luta,
Que existia pelas pessoas sedentas
De um entretenimento com violência.
Puxões de cabelo, socos, tapas,
Xingamentos, mordidas, unhadas,
Uma das garotas estava armada
e decide dar na outra uma facada
Se reproduziu o que em Roma se fazia
quando as pessoas faziam com as próprias mãos justiça.
Baseadas em uma única verdade,
as pessoas assassinavam se tivessem vontade.
`A sangue frio eram assassinadas
apenas por inimigas serem consideradas.
A plateia se divertia e aplaudia
como as pessoas nessa rodinha.
Aí, eu me pergunto: Será que evoluímos
ao vermos esse extermínio baseado num profundo egoísmo
de pessoas acharem que podem matar
por alguém demasiadamente odiar?
Será que evoluímos
ao aplaudir essa luta baseada num profundo egoísmo
de pessoas acharem que podem bater
por não conseguirem alguém compreender?
A briga pode extravasar o hostil instinto.
Por isso, tanta gente se identifica e assiste se divertindo,
mas continuará a inimizade, o desentendimento e a impaciência
entre as garotas iludidas que acham que tudo se resolve com a violência.
As garotas na briga de rua não percebem
que um ciclo vicioso as perseguem,
Pois violência só gera mais violência
E não resolverá entre elas a impaciência.
São garotas que não sabem que o mais eficiente caminho
é um que acabe de vez com esse vicioso ciclo.
É por meio do diálogo quantas vezes for necessário
e feito de um jeito empático, indulgente, paciente e delicado.
Interagir pelo amor
É mais eficiente do que pela dor.
Dor esta que só faz temer ou odiar quem se acha nossa autoridade
E não entendê-la bem por gritar sua única verdade.
A violência não mostra o que podemos fazer
para tal situação se resolver.
Com a violência, o ódio apenas estamos consumindo
e cada vez mais nós e os outros destruindo.
A escolha é de cada um, pois podemos pensar
se queremos como os gladiadores continuar
ou se procuramos outras formas de nos resolver
para que de forma mais saudável possamos conviver...
O amor deve ser aos poucos aprendido e cultivado
para que futuramente seja bem praticado.
Assim, cada vez mais, deixaremos de ser escravos gladiadores
que enfrentam seus problemas causando dores.
Bem aventurados os mansos e os pacíficos,
pois não guardam ódio em seus espíritos
já que aprenderam a transformá-lo em perdão
e em doar amor em sábias palavras próprias de um rico coração.
Um coração rico com uma fortalecedora emoção
torna possível o espírito rejeitar o instinto da agressão
porque se percebe e vê seu "inimigo" como um ser em evolução
assim como consegue ser orientado e orientá-lo numa produtiva relação.
O amor aliviará!
A paz acompanhará
qualquer ser que deseje
não mais que o ódio o envenene.
O amor purificará!
A paciência se instalará
no doce e terno olhar
daquele que realmente quiser se renovar...
Referências: Poesia inspirada numa aula que eu dei para falar de Jesus e o sermão da Montanha assim como em várias aulas que eu já tive sobre a comunicação não violenta com um professor/ psicólogo que eu gosto muito e que treina pessoas para se expressarem de uma maneira não violenta especialmente com o uso do Psicodrama. Essa poesia não deixa de ser uma homenagem às suas aulas.
- Sermão da Montanha (versão reduzida)
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus."
"Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados."
"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra."
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos."
"Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia."
"Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus."
"Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus."
"Bem aventurados os que têm sido perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus."
"Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem, vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque grande é o vosso galardão nos Céus; pois assim perseguiram aos profetas que existiram antes de vós."
- Curta-Metragem "Bully": é um video de 5 minutos. Ele faz uma provocação sobre o uso da violência para resolver os problemas. Não é educativo. Ele traz a tona o instinto agressivo.
O ciclo da violência é evidente porque foi utilizada a violência numa tentativa fracassada de resolver a situação. Resolveu aparentemente porque o gordinho deixou de provocar, mas eles continuam inimigos. ´E estressante como não trocaram uma palavra. A comunicação se vê praticamente nula.
- Artigo de Periódico argumentando que as mulheres também foram gladiadoras. O trecho seguinte é do seguinte site: https://hypescience.com/mulheres-tambem-foram-gladiadoras/
"A mulher da estátua levanta no ar o que o historiador Alfonso Manas, da Universidade de Granada, na Espanha, acredita ser uma sica – uma pequena espada curva amplamente utilizada pelos gladiadores. O gesto dela representa uma “saudação ao povo”, ato feito somente por gladiadores vitoriosos no fim de suas lutas. E a mulher na estatueta olha para baixo, provavelmente para seu oponente caído. Segundo Manas, os detalhes tão precisos da estátua indicam que a representação foi inspirada por uma pessoa real, que realmente lutou na arena.
Ainda não se sabe exatamente onde a estátua foi encontrada, mas atualmente está sob o poder do Museu de Arte de Hamburgo, no norte da Alemanha. Se confirmada a tese do pesquisador espanhol, a estátua será a segunda representação de gladiadora encontrada até hoje. Gladiadoras: cedo ou tarde demais para confirmar? A raridade dessas estátuas, que mostram mulheres lutando ou em pose de luta, reflete a ideia que gladiadores mulheres eram poucas na Roma antiga."
- Imagem acima e Reportagem (não consegui abrir para ler a reportagem inteira): " Briga entre Alunas termina com uma esfaqueada em Porto Alegre"
A de casaco vermelho estava armada. Link:
https://www.google.com/search?q=Vermelho&tbm=isch&tbs=simg:CAQSlQEJsSmz6d476PwaiQELEKjU2AQaAggVDAsQsIynCBpiCmAIAxIo3R_1uG-MfmxjbEPcbqxjNH5cc7xuAO_1863i2BO-Iugjv2I4AyujC3MBowfTY9ZWgPbyJ24Tj2KjPVjIduBa4sqD1kSxcfk_1_1jF9MIsMW4wthnJa9zetsdv9fbIAQMCxCOrv4IGgoKCAgBEgQDWr83DA&sa=X&ved=0ahUKEwjg-_T-3__fAhVwJrkGHW1SA2QQwg4IKigA&biw=1280&bih=563#imgrc=sbIuEja12d1xyM:
1. Essa é uma poesia que eu fiz para a minha quadra "Tatuagem pelo Desejo" publicada no dia 28 de junho de 2018 aqui nesse blog. A quadra foi feita quando estava visitando o site "Recanto das Letras" e li a poesia do Tildé. Esta poesia "Tatuando o Momento" nasceu da necessidade de fazer uma poesia para a quadra "Tatuagem do Desejo" que gostei muito assim como muitos leitores.
2. Essa poesia "Tatuando o Momento" foi finalizada com a inspiração da música "Sem Temer" do Grupo Rouge que amo muito (tanto o grupo quanto a música). A música está aqui embaixo para quem quiser ouvir.
Percorri sem pressa suas linhas.
Nadei numa maresia de ventania e tempestade.
Eu perdi o chão e a minha realidade.
Entre suspiros,
Gemidos e gritos,
Mergulhei numa onda refrescante e relaxante
Quando vivemos naquele instante tão apaixonante.
Me afoguei perdida na maresia daquele dia.
Ondas potentes me fizeram cair numa fantasia.
Fantasia do prazer, do delírio e da paixão.
por me render ao som das ondas do nosso coração.
É um som
tão bom
Que ouço deitada em seu peito Acariciando levemente seus pêlos.
É o som da vida do meu amado.
Acaricio seu rosto tão maravilhado
Pelos acontecimentos
para existir esses preciosos momentos.
O universo conspira a favor do amor
Para o encontro seja quem e onde for.
Seu olhar me mostra sua alma nua
Que me convida a essa aventura.
Uma aventura no mar
Do nosso olhar, beijar
Do nosso tocar, acariciar,
Do nosso navegar...
Referência: Poesia inspirada na música "Fica" e "Cor de Marte" da ANAVIT´ORIA e Matheus & Kauan
Eu te convido
A passar uma tarde de primavera comigo.
Nós subiríamos numa linda árvore
Para respirar novos ares.
Nós deitaríamos nos ninhos
Dos afetuosos passarinhos.
Nós nos pintaríamos com as diversas cores
Das borboletas, folhas e flores.
Nós nos cobriríamos com os folhiços.
Nós visitaríamos pela raíz um mundo maciço,
secreto e novo
dentro dos galhos e do tronco.
Nós escutaríamos nossos pensamentos.
Nós diríamos nossa verdade pelo silêncio.
Nós conversaríamos sobre algum sábio poeta
Por sermos pessoas à frente da nossa época.
E nós brincaríamos na margem do lago
aonde o Sol silenciosamente selaria um pacto
da nossa grande amizade
E da nossa eterna lealdade.
Você aceita o convite?
Referência: Poesia totalmente inspirada na maravilhosa e gloriosa série "Anne With an E" da Netflix. Amo Demais! E recomendo muitíssimo! Tive a ideia de fazer o poema pela música da abertura e sua tradução que você pode ver abaixo.