Com tanto desejo, alegria e ternura Que me deixou sem graça e amando ao mesmo tempo O quanto me fuzilava com os seus olhos e me levava para um outro lugar... Quando eu te perguntei graciosamente o motivo, Me disse que tinham muitos motivos que poderia revelar...
O quanto amava o meu jeito ao explicar ou contar uma história. Eu senti que brilhava enquanto contava E o quanto igualmente em me ouvir se interessava.
Me disse que me desejava como mulher E o quanto não conseguia deixar mais de disfarçar E de querer como homem me mostrar além de palavras, gestos e sinais,
pois estaria disposto a passar noites comigo viscerais e transcendentais...
Me disse o quanto gostava de mim como pessoa Com meus ideais mais humanistas e naturalistas E você dizia que conseguia se sentir mais autêntico Para falar o que quisesse, mesmo que fosse com ou sem medo...
Eu costumo te dizer como te aceito como pessoa também,
Com todos os diversos humanos sentimentos... Te admiro e te quero para mim Tão inteiro e simplesmente assim Para passarmos mais momentos viscerais e transcendentais lado a lado Com o nosso coração enamorado e apaixonado...
Me olhou hoje de um jeito que revela tanto sentimento,
Tanta atitude e carinho verdadeiro
De me querer também para ti.
E eu sinto no meu coração e no meu olhar o mesmo Como uma ternura e o início de um amor de alma Por realmente nos atentarmos um ao outro E querermos cuidar como preciosos tesouros Do que sentimos e do que necessitamos Como da segurança que em um olhar tanto revelamos...
É melhor entrar no quarto, fechar a porta e agradecer a Deus, também; pela vida estar maravilhosa.
O silêncio fala
Do nosso mundo
Quando a gente para
Para um momento poético profundo.
10/03/2022
Poesia feita para a participação na linda página do facebook que tive a alegria de participar "POETISAS VALOROSAS (DUETOS COM O POETA EDUARDO SAMUEL FERREIRA) que se encontra no seguinte link:
Eu vejo uma menina No balanço Com tranças no cabelo Desejando que alguém Apenas confie nela, A fazendo se sentir sob as nuvens, Atravessando o rio, Quase caindo da árvore A que imagina estar apoiada Olhando do alto tudo em volta.
Depois de tantos xingamentos, Depreciações, Ofensas e comparações, Ela só quer silêncio Para manter seus sentimentos De como ela ainda pode confiar em si mesma Ao olhar para dentro.
Ela se balança Com os cabelos voando, As lágrimas se derramando Pela sua face E molhando suas bochechas rosadas Que caem sob o seu colo.
Ela é uma mera menina sob o balanço Que só queria que alguém confiasse nela, Em sua capacidade de voar Como uma borboleta e de viver... Mas ela relembra de certas hostis vozes E percebe que se não estão prontos para confiarem nela Que precisará de mais forças ainda Para confiar em si mesma.
A menina, então, ao se conscientizar disso Se joga tanto para frente No balanço Com tamanha força Que ela chegou tão alto Como se estivesse no topo de uma árvore Vendo o rio fluir sob o horizonte de toda a cidade Que a assusta, mas ela está tão alto que ela fica maravilhada também com a paisagem... Ela, simplesmente, não quer mais sair dali E de sentir que é capaz de estar...
Documento da poema: Inspirada na sensação despertada pela letra da musica "Seven" da Taylor Swift e um pouco lembrei do filme "Ponte para Terabítia", quando estava escrevendo.
Antes de fazer essa poesia, estava extremamente impactada com a notícia de uma mãe que matou o seu filho autista o sufocando com as próprias mãos. Acredito que tenha escrito pensando um pouco nisso e no quanto é importante trabalhar e exercitar a confiança nas crianças, embora possam haver sentimentos de insegurança procurando humanizar os adultos também, porém a confiança pode fortalecer os vínculos e deixar que a criança possa se sentir livre para ser ela mesma em relação consigo e com os outros, que é algo que aparentemente faltou nesse caso.